Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/10/2018

23 de Outubro de 2018

Livros do Antigo Testamento (52)

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23 de Outubro de 2018

Livros do Antigo Testamento (52)

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04/05/2018 14:23 - Atualizado em 04/05/2018 14:27

Livros do Antigo Testamento (52) 0

04/05/2018 14:23 - Atualizado em 04/05/2018 14:27

Neste artigo damos início às nossas abordagens sobre o Livro do Levítico. Iremos começar pela primeira seção, que trata do núcleo da questão litúrgica: Israel tem um corpo sacerdotal responsável desde Aarão, pela vitalidade do culto divino.

I. Código Sacerdotal (1,1-16,34)

Esta grande unidade, de modo incessante, insiste na formação divina dada a Israel para que, no centro da experiência do deserto, cumpra sua missão central: adorar e venerar a Deus!

Na verdade, atrás da questão do culto revelava-se a verdadeira temática do percurso de Israel: levar a Humanidade ao reconhecimento do verdadeiro Deus, e, diante disso, a única atitude esperada era o louvor e a adoração, que expulsavam a idolatria.

Pelo Livro do Levítico percebe-se como se passava de um estilo de vida, baseado no isolamento de Deus, numa falsa autonomia, que na verdade era fruto do isolamento do pecado original, para a intimidade da oração e do sacrifício.

Através do novo regime da Aliança era central saber aproximar-se de Deus. Por isso, chama atenção a morte dos filhos de Aarão:

1. Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado.

2. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor que os devorou, e morreram diante do Senhor.

3. Moisés disse a Aarão: “Era isso o que o Senhor tinha anunciado quando disse: serei santificado naqueles que se aproximam de mim, e serei glorificado em presença de todo o povo”. Aarão calou-se. (Lv 10. 1-3).

1. Ritual dos Sacrifícios (1,1-7,38):

O Senhor chamou Moisés e falou-lhe da tenda de reunião: Fala, disse-lhe ele, aos israelitas. Dize-lhes: Quando um de vós fizer uma oferta ao Senhor, será dentre o gado maior ou menor que oferecereis. Se a oferta for um holocausto tirado do gado maior, oferecerá um macho sem defeito; e o oferecerá à entrada da tenda de reunião para obter o favor do Senhor (Lv 1,1-3).

Deus controla e aperfeiçoa o inato desejo da criatura em honrar seu Criador. O culto de Israel coincide com o cumprimento em cada detalhe de sua execução desta Vontade Divina que, ao legislar pessoalmente o culto de Israel, certifica sua validade e homologa seus resultados salvíficos.

Trata-se, como já pudemos ver antes, de uma diversidade dos sacrifícios, em que se indica a gama de situações nas quais Deus deve atuar, pois sacrifícios constituem pontes entre o pecado humano e a salvação divina, pelo perdão atraído pela oferenda:

Holocausto, oblações

Sacrifício de comunhão

Sacrifício de expiação (4,1-5,13),

Sacrifício de reparação (5,14-26),

Deveres e direitos dos sacerdotes (6-7).

Outro elemento importante a ser sublinhado é a ordem da Criação, que até a Revelação sobrenatural a Abraão se imponha àquela natural.

Esta, por causa do regime do pecado, tornara-se objeto de indevida adoração e veneração. Assim, o culto aos animais e astros da natureza substituía o verdadeiro culto, sobretudo, porque não atraía santidade, nem perdão aos seres humanos que o praticava.

As coisas e animais voltavam ao seu lugar na ordem da Criação e Deus reocupava o posto central. Além disso, as ações sacrificais no regime da idolatria eram engodo, não podiam aplacar a ira divina e nem restituir inocência ao homem sacrificante.

Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou dos frutos das árvores, são propriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor (Lv 27,30).

2. Consagração dos sacerdotes e inauguração do culto (8,1-10,20):

Ritual da consagração de Aarão e seus filhos (8),

Primeiros sacrifícios dos novos sacerdotes (9),

Irregularidades e normas sobre os sacerdotes (10).

Em um segundo momento, Deus revela que aquele que oferece a Deus sacrifícios de expiação, louvor ou comunhão deverá purificar-se. Sairão desta experiência diversos, assim, os ofertantes serão também purificados quanto ao resultado de suas ofertas.

Deus opera através dos sacrifícios de animais e coisas da criação um processo mais profundo que visa a ação santificadora da Humanidade. Como sabemos, o plano de perspectiva do Antigo Testamento se realiza em vista de sua plena realização em Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, que é, ao mesmo tempo, suprema vítima.

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Livros do Antigo Testamento (52)

04/05/2018 14:23 - Atualizado em 04/05/2018 14:27

Neste artigo damos início às nossas abordagens sobre o Livro do Levítico. Iremos começar pela primeira seção, que trata do núcleo da questão litúrgica: Israel tem um corpo sacerdotal responsável desde Aarão, pela vitalidade do culto divino.

I. Código Sacerdotal (1,1-16,34)

Esta grande unidade, de modo incessante, insiste na formação divina dada a Israel para que, no centro da experiência do deserto, cumpra sua missão central: adorar e venerar a Deus!

Na verdade, atrás da questão do culto revelava-se a verdadeira temática do percurso de Israel: levar a Humanidade ao reconhecimento do verdadeiro Deus, e, diante disso, a única atitude esperada era o louvor e a adoração, que expulsavam a idolatria.

Pelo Livro do Levítico percebe-se como se passava de um estilo de vida, baseado no isolamento de Deus, numa falsa autonomia, que na verdade era fruto do isolamento do pecado original, para a intimidade da oração e do sacrifício.

Através do novo regime da Aliança era central saber aproximar-se de Deus. Por isso, chama atenção a morte dos filhos de Aarão:

1. Os filhos de Aarão, Nadab e Abiú, tomaram cada um o seu turíbulo, puseram neles fogo e incenso e ofereceram ao Senhor um fogo estranho, que não lhes tinha sido ordenado.

2. Saiu, então, um fogo de diante do Senhor que os devorou, e morreram diante do Senhor.

3. Moisés disse a Aarão: “Era isso o que o Senhor tinha anunciado quando disse: serei santificado naqueles que se aproximam de mim, e serei glorificado em presença de todo o povo”. Aarão calou-se. (Lv 10. 1-3).

1. Ritual dos Sacrifícios (1,1-7,38):

O Senhor chamou Moisés e falou-lhe da tenda de reunião: Fala, disse-lhe ele, aos israelitas. Dize-lhes: Quando um de vós fizer uma oferta ao Senhor, será dentre o gado maior ou menor que oferecereis. Se a oferta for um holocausto tirado do gado maior, oferecerá um macho sem defeito; e o oferecerá à entrada da tenda de reunião para obter o favor do Senhor (Lv 1,1-3).

Deus controla e aperfeiçoa o inato desejo da criatura em honrar seu Criador. O culto de Israel coincide com o cumprimento em cada detalhe de sua execução desta Vontade Divina que, ao legislar pessoalmente o culto de Israel, certifica sua validade e homologa seus resultados salvíficos.

Trata-se, como já pudemos ver antes, de uma diversidade dos sacrifícios, em que se indica a gama de situações nas quais Deus deve atuar, pois sacrifícios constituem pontes entre o pecado humano e a salvação divina, pelo perdão atraído pela oferenda:

Holocausto, oblações

Sacrifício de comunhão

Sacrifício de expiação (4,1-5,13),

Sacrifício de reparação (5,14-26),

Deveres e direitos dos sacerdotes (6-7).

Outro elemento importante a ser sublinhado é a ordem da Criação, que até a Revelação sobrenatural a Abraão se imponha àquela natural.

Esta, por causa do regime do pecado, tornara-se objeto de indevida adoração e veneração. Assim, o culto aos animais e astros da natureza substituía o verdadeiro culto, sobretudo, porque não atraía santidade, nem perdão aos seres humanos que o praticava.

As coisas e animais voltavam ao seu lugar na ordem da Criação e Deus reocupava o posto central. Além disso, as ações sacrificais no regime da idolatria eram engodo, não podiam aplacar a ira divina e nem restituir inocência ao homem sacrificante.

Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou dos frutos das árvores, são propriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor (Lv 27,30).

2. Consagração dos sacerdotes e inauguração do culto (8,1-10,20):

Ritual da consagração de Aarão e seus filhos (8),

Primeiros sacrifícios dos novos sacerdotes (9),

Irregularidades e normas sobre os sacerdotes (10).

Em um segundo momento, Deus revela que aquele que oferece a Deus sacrifícios de expiação, louvor ou comunhão deverá purificar-se. Sairão desta experiência diversos, assim, os ofertantes serão também purificados quanto ao resultado de suas ofertas.

Deus opera através dos sacrifícios de animais e coisas da criação um processo mais profundo que visa a ação santificadora da Humanidade. Como sabemos, o plano de perspectiva do Antigo Testamento se realiza em vista de sua plena realização em Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, que é, ao mesmo tempo, suprema vítima.

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos
Autor

Padre Pedro Paulo Alves dos Santos

Doutor em Teologia Bíblica