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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 11/12/2018

11 de Dezembro de 2018

Viver a vocação

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24/08/2018 10:39 - Atualizado em 24/08/2018 10:40

Viver a vocação 0

24/08/2018 10:39 - Atualizado em 24/08/2018 10:40

“A catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para o Pai, deu aos apóstolos uma última ordem: fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado”. Com estas palavras o Papa São João Paulo II descreveu a importância do trabalho catequético de evangelização em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Catechesi Tradendae”.

A Igreja Católica do Brasil encerra neste domingo, dia 26 de agosto, as celebrações especiais pelas vocações. Em agosto celebramos o sacerdócio, os ministérios ordenados e diaconais, a vida familiar, consagrada e religiosa e, agora, a vocação do leigo e catequista. É neste mês que voltamos nossas intenções àqueles que conduzem e compõem o corpo da Igreja, a fim de que sejam fiéis ao serviço pelo qual foram chamados.

O mês vocacional – agosto – nos leva à reflexão sobre a importância da vocação e nos faz enxergar nosso papel e compromisso frente à Igreja e à sociedade. É a partir da descoberta da vocação que tomamos ciência da nossa missão e passamos a vivê-la no dia a dia.

O então Papa São João Paulo II convocou, de modo especial, os leigos para uma urgente retomada na catequese, mostrando a necessidade do conhecimento e ressaltando a importância do papel do catequista na sustentação e continuidade da evangelização, e nos lembra que: “Os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes da catequese. Eis porque, na grande época dos padres da Igreja, vemos santos bispos dedicarem uma parte importante de seu ministério à catequese” (Constituição apostólica ‘Fidei Depositum’, nº 8).

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã”. Nele entendemos que: “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai…” (cf. CIC 1992). A finalidade definitiva da catequese é nos levar a uma comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa Palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas daqu’Ele que me enviou’ (Jo 7,16) (cf. CIC, 426-427), como ressalta o documento que expõe a fé e a crença da Igreja.

“São muitos, grandes e difíceis os desafios hoje de nossa catequese. Vivemos numa realidade que muitas vezes é contrária àquilo que anunciamos em nossa missão de levar e testemunhar a mensagem de Jesus Cristo. Mas temos a certeza de que não caminhamos sozinhos. Somos assistidos pela grande catequista, a Virgem Maria”, aponta o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, em mensagem especial pelo Dia do Catequista, nos trazendo a reflexão do amparo tido na Mãe de Cristo, primeira discípula missionária. Dom Orani ressalta que: “O Catequista é uma pérola especial e um tesouro para Deus e sua amada Igreja. A sua singular vocação foi gerada no coração de Deus Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida – Jesus Cristo.” O arcebispo do Rio acrescentou que “o catequista não é apenas um transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina ou, mais ainda, um professor de conteúdos ou teorias, mas é um canal da experiência viva do encontro intrapessoal com a pessoa de Jesus Cristo.”

Que a reflexão proposta pela Igreja para este mês nos tenha feito observar o sentido da vida. Que a exemplo de Jesus Cristo estejamos atentos ao convite que nos é feito pelo Pai para que tenhamos coragem de vivermos nossa vocação, certos de que todas são importantes e indispensáveis no serviço ao outro e em conformidade com o chamado a santidade.

Vinicius Arouca


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24/08/2018 10:39 - Atualizado em 24/08/2018 10:40

“A catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para o Pai, deu aos apóstolos uma última ordem: fazer discípulos de todas as nações e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que lhes tinha mandado”. Com estas palavras o Papa São João Paulo II descreveu a importância do trabalho catequético de evangelização em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Catechesi Tradendae”.

A Igreja Católica do Brasil encerra neste domingo, dia 26 de agosto, as celebrações especiais pelas vocações. Em agosto celebramos o sacerdócio, os ministérios ordenados e diaconais, a vida familiar, consagrada e religiosa e, agora, a vocação do leigo e catequista. É neste mês que voltamos nossas intenções àqueles que conduzem e compõem o corpo da Igreja, a fim de que sejam fiéis ao serviço pelo qual foram chamados.

O mês vocacional – agosto – nos leva à reflexão sobre a importância da vocação e nos faz enxergar nosso papel e compromisso frente à Igreja e à sociedade. É a partir da descoberta da vocação que tomamos ciência da nossa missão e passamos a vivê-la no dia a dia.

O então Papa São João Paulo II convocou, de modo especial, os leigos para uma urgente retomada na catequese, mostrando a necessidade do conhecimento e ressaltando a importância do papel do catequista na sustentação e continuidade da evangelização, e nos lembra que: “Os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes da catequese. Eis porque, na grande época dos padres da Igreja, vemos santos bispos dedicarem uma parte importante de seu ministério à catequese” (Constituição apostólica ‘Fidei Depositum’, nº 8).

O Catecismo da Igreja Católica ensina que “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de iniciá-los na plenitude da vida cristã”. Nele entendemos que: “no centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus Cristo de Nazaré, Filho único do Pai…” (cf. CIC 1992). A finalidade definitiva da catequese é nos levar a uma comunhão com Jesus Cristo: só Ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa Palavra de Jesus: ‘Minha doutrina não é minha, mas daqu’Ele que me enviou’ (Jo 7,16) (cf. CIC, 426-427), como ressalta o documento que expõe a fé e a crença da Igreja.

“São muitos, grandes e difíceis os desafios hoje de nossa catequese. Vivemos numa realidade que muitas vezes é contrária àquilo que anunciamos em nossa missão de levar e testemunhar a mensagem de Jesus Cristo. Mas temos a certeza de que não caminhamos sozinhos. Somos assistidos pela grande catequista, a Virgem Maria”, aponta o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, em mensagem especial pelo Dia do Catequista, nos trazendo a reflexão do amparo tido na Mãe de Cristo, primeira discípula missionária. Dom Orani ressalta que: “O Catequista é uma pérola especial e um tesouro para Deus e sua amada Igreja. A sua singular vocação foi gerada no coração de Deus Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da vida – Jesus Cristo.” O arcebispo do Rio acrescentou que “o catequista não é apenas um transmissor de ideias, conhecimentos, doutrina ou, mais ainda, um professor de conteúdos ou teorias, mas é um canal da experiência viva do encontro intrapessoal com a pessoa de Jesus Cristo.”

Que a reflexão proposta pela Igreja para este mês nos tenha feito observar o sentido da vida. Que a exemplo de Jesus Cristo estejamos atentos ao convite que nos é feito pelo Pai para que tenhamos coragem de vivermos nossa vocação, certos de que todas são importantes e indispensáveis no serviço ao outro e em conformidade com o chamado a santidade.

Vinicius Arouca