Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/11/2018

21 de Novembro de 2018

A Cruz e Maria

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21 de Novembro de 2018

A Cruz e Maria

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07/09/2018 10:08 - Atualizado em 07/09/2018 10:09

A Cruz e Maria 0

07/09/2018 10:08 - Atualizado em 07/09/2018 10:09

Nos próximos dias 14 e 15 celebraremos a Festa da Exaltação da Santa Cruz e de Nossa Senhora das Dores. Festas antigas e, ao mesmo tempo, tão importantes para a nossa vida hoje. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, as festas foram colocadas juntas para celebrarem o mistério da Cruz e da nossa salvação em Cristo, que ali deu a Sua vida por nós.

A Festa da Exaltação da Santa Cruz vem dos primeiros séculos da Igreja, quando os cristãos começaram a anunciar que o instrumento de martírio, o sinal de maldição se tornara o sinal da Salvação porque o Filho de Deus derramou o seu Sangue na Cruz e nela lavou a nossa vida de pecado, pagando-os por nós! E assim como o simbolismo da serpente no deserto (Nm 21, 4-9), os cristãos a levantam para quem crer e acolher aqu’Ele que foi suspenso no madeiro e hoje ressuscitado seja salvo!

Assim que foi possível foram construídas em Jerusalém as basílicas do Gólgota e no Sepulcro do Cristo Ressuscitado. Também quando se encontraram os pedaços da cruz que ainda estavam conservados foi erigida em Roma a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, que conserva até agora essas preciosas relíquias.

Jesus nos disse que “Aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27), e São Paulo recordou que “eu me glorie somente da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo” (Gal 6,14). A liturgia do dia nos lembra que Jesus Cristo “humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Fl 2,8), e que “do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos os que n’Ele crerem tenham a vida eterna” (Jo, 3, 14-15).

Nós utilizamos a cruz em várias ocasiões na liturgia: fazendo o sinal da cruz ao iniciarmos as celebrações (e aqui invocando a Santíssima Trindade); ela está próxima do altar quando se celebra a missa, tornando presente o simbolismo: “Contemplarão aquele que traspassaram” (Zc 12,10, Jô 19,37).

O símbolo da cruz perpassou os séculos nas várias manifestações sociais e religiosas! Atualmente pode apenas virar uma dor no sem referência cristã e, em alguns lugares, questiona-se a presença dos crucifixos em locais públicos, no começo por alguns não católicos e agora por alguns não cristãos.

Apesar de todos esses movimentos, não poderemos tirar de nossa frente os crucificados de hoje, como os pobres, doentes, idosos, explorados, desprezados, e nem tampouco de nossas vidas com suas cruzes, mesmo que não aceitas, mas sempre presentes.

Santo André de Creta, bispo, na liturgia das horas dessa festa recorda-nos: “celebramos a festa da Cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e, junto com o Crucificado, somos levados para o alto para que, abandonando a Terra com o pecado, obtenhamos os céus”.

Logo no dia seguinte à Festa da Santa Cruz, a Igreja nos recorda a piedosa memória de Nossa Senhora das Dores. Invocamos Maria com muitos títulos. Lembramos das alegrias com o título de Nossa Senhora dos Prazeres, mas recordamos também das cruzes e dores de Nossa Senhora nesse dia seguinte à celebração da cruz. A liturgia nos recorda Maria ao pé da Cruz, recebendo João com o filho (Jo 19, 25-27) e nele todos nós!  Para Ela já tinha sido profetizada a sua participação dolorosa na obra da salvação: “uma espada traspassará a tua alma” (Lc 2,35a).

Em Maria vemos todas as mães que choram e sentem as dores pelos filhos. Vemos todos nós ao contemplarmos as cruzes de nossas vidas e a Salvação em Cristo. Vemos que todos nós, cristãos e católicos, quando estamos aos pés da cruz, temos, junto conosco, Maria, nossa Mãe! Para nós que temos como sinal a cruz que perpassa os séculos, e Maria que está sempre ao nosso lado, passemos pelas cruzes na confiança da Ressurreição e da Nova Vida em Cristo.

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A Cruz e Maria

07/09/2018 10:08 - Atualizado em 07/09/2018 10:09

Nos próximos dias 14 e 15 celebraremos a Festa da Exaltação da Santa Cruz e de Nossa Senhora das Dores. Festas antigas e, ao mesmo tempo, tão importantes para a nossa vida hoje. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, as festas foram colocadas juntas para celebrarem o mistério da Cruz e da nossa salvação em Cristo, que ali deu a Sua vida por nós.

A Festa da Exaltação da Santa Cruz vem dos primeiros séculos da Igreja, quando os cristãos começaram a anunciar que o instrumento de martírio, o sinal de maldição se tornara o sinal da Salvação porque o Filho de Deus derramou o seu Sangue na Cruz e nela lavou a nossa vida de pecado, pagando-os por nós! E assim como o simbolismo da serpente no deserto (Nm 21, 4-9), os cristãos a levantam para quem crer e acolher aqu’Ele que foi suspenso no madeiro e hoje ressuscitado seja salvo!

Assim que foi possível foram construídas em Jerusalém as basílicas do Gólgota e no Sepulcro do Cristo Ressuscitado. Também quando se encontraram os pedaços da cruz que ainda estavam conservados foi erigida em Roma a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, que conserva até agora essas preciosas relíquias.

Jesus nos disse que “Aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27), e São Paulo recordou que “eu me glorie somente da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo” (Gal 6,14). A liturgia do dia nos lembra que Jesus Cristo “humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Fl 2,8), e que “do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos os que n’Ele crerem tenham a vida eterna” (Jo, 3, 14-15).

Nós utilizamos a cruz em várias ocasiões na liturgia: fazendo o sinal da cruz ao iniciarmos as celebrações (e aqui invocando a Santíssima Trindade); ela está próxima do altar quando se celebra a missa, tornando presente o simbolismo: “Contemplarão aquele que traspassaram” (Zc 12,10, Jô 19,37).

O símbolo da cruz perpassou os séculos nas várias manifestações sociais e religiosas! Atualmente pode apenas virar uma dor no sem referência cristã e, em alguns lugares, questiona-se a presença dos crucifixos em locais públicos, no começo por alguns não católicos e agora por alguns não cristãos.

Apesar de todos esses movimentos, não poderemos tirar de nossa frente os crucificados de hoje, como os pobres, doentes, idosos, explorados, desprezados, e nem tampouco de nossas vidas com suas cruzes, mesmo que não aceitas, mas sempre presentes.

Santo André de Creta, bispo, na liturgia das horas dessa festa recorda-nos: “celebramos a festa da Cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e, junto com o Crucificado, somos levados para o alto para que, abandonando a Terra com o pecado, obtenhamos os céus”.

Logo no dia seguinte à Festa da Santa Cruz, a Igreja nos recorda a piedosa memória de Nossa Senhora das Dores. Invocamos Maria com muitos títulos. Lembramos das alegrias com o título de Nossa Senhora dos Prazeres, mas recordamos também das cruzes e dores de Nossa Senhora nesse dia seguinte à celebração da cruz. A liturgia nos recorda Maria ao pé da Cruz, recebendo João com o filho (Jo 19, 25-27) e nele todos nós!  Para Ela já tinha sido profetizada a sua participação dolorosa na obra da salvação: “uma espada traspassará a tua alma” (Lc 2,35a).

Em Maria vemos todas as mães que choram e sentem as dores pelos filhos. Vemos todos nós ao contemplarmos as cruzes de nossas vidas e a Salvação em Cristo. Vemos que todos nós, cristãos e católicos, quando estamos aos pés da cruz, temos, junto conosco, Maria, nossa Mãe! Para nós que temos como sinal a cruz que perpassa os séculos, e Maria que está sempre ao nosso lado, passemos pelas cruzes na confiança da Ressurreição e da Nova Vida em Cristo.

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro