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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/10/2018

18 de Outubro de 2018

Descaso

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Descaso

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09/07/2014 13:58 - Atualizado em 09/07/2014 14:05

Descaso 0

09/07/2014 13:58 - Atualizado em 09/07/2014 14:05

O curto e sintético título desse artigo nada tem a ver com a economia de espaço, nem tampouco com a pouca inspiração do autor na hora de escolher um cabeçalho.

O descaso tem a ver com a realidade mais preciosa e mais divina, que está presente no universo: a vida humana. Em todas as suas épocas e em todos os seus sentidos a vida está sendo banalizada e o que é mais terrível, desprezada e descuidada por motivos torpes e inaceitáveis.

O descaso com a vida humana atingiu um nível tão alto que, quantificá-lo com porcentagens comparativas para fazer uma avaliação com anos ou décadas anteriores, é barateá-la ainda mais.

A desvalorização dada à maternidade, o desprezo pela infância e pela juventude, a ignorância prática sobre a real formação ética, o descuido com a saúde e com o saneamento básico das cidades brasileiras, o grave e crônico problema de moradia para os pobres e desempregados, a violência e o vandalismo urbano, o trânsito insuportável e estressante das metrópoles, a situação dos presídios com superlotação e com uma ociosidade maligna, as condições dos hospitais públicos e dos postos de saúde, restaurantes e bares sem condições de preservação de alimentos e sem fiscalização séria e honesta, a corrupção, os roubos de dinheiro público, acobertados por pessoas e por órgãos fiscalizadores, etc...

O descaso atual com a vida humana é verificável, é noticiado, é um escândalo que clama aos céus, e há cidadãos brasileiros que insistem em dizer que o Brasil melhorou, e que nunca antes na sua história se fez tanto pelo povo brasileiro desde que se iniciou no século XXI.

A vida humana é um “paciente grave”, com septicemia generalizada, portadora de uma “bactéria resistente” à medicação política e ideológica utilizada até agora.

Esse “paciente grave e septicêmico” está sendo vítima do descaso dos poderes públicos e está precisando urgentemente de um remédio barato, acessível, não importado.

Essa medicação, preventiva e curativa ao mesmo tempo, é o respeito pela dignidade humana, valor inviolável e o sobrenatural, que é o fundamento jurídico da Constituição Brasileira e de qualquer outra lei existente no país.

A vida humana é dom do Deus-Criador, e vale tanto e é tão original, tão rica para a humanidade, que o próprio Deus quis ser humano, quis viver o que Ele criou, quis ter essa vida digna e respeitável.

O descaso com a vida humana é fruto de um laicismo doentio, que infeccionou a mente e o coração dos dirigentes do Brasil.

Por outro lado os brasileiros, que têm orgulho do seu país sabem que ser brasileiro, com tanto orgulho, é ter uma vida digna, saudável, justa, igualitária e solitária, e que usar o argumento de Estado laico para impedir assim o respeito sagrado e religioso pela vida humana em todos os seus momentos, é um enorme desrespeito pelo bom senso e pela fé cristã do povo.

Começa-se, após o período da Copa do Mundo de Futebol, a época pré-eleitoral no Brasil. Cargos executivos e legislativos estarão sendo disputados como se fossem partidas de 90 minutos, sem prorrogação, e cada vitória de quem deseja tais responsabilidades políticas espera-se que será considerada um resultado favorável ao povo.

O importante não são os milhares ou milhões de votos!

O importante é que os vencedores para a Presidência, para o Senado e para a Câmara dos Deputados, para os Governos estaduais, para as Assembléias Legislativas, sejam pessoas éticas, que saibam respeitar, sem demagogia, a vida humana em todas suas idades e situações sociais.

O importante é que o futuro Chefe da Nação, do Estado, os futuros senadores e deputados, saibam que o povo brasileiro quer simplesmente ter uma vida com saúde, com educação, também ética e religiosa, e não mais macro-projetos, com macro-orçamentos, com macro-gastos, enquanto, crianças, jovens, idosos, famílias inteiras vivem com micro-condições humanas.

O povo brasileiro quer RESPEITO. SÓ ISSO!! 

 

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09/07/2014 13:58 - Atualizado em 09/07/2014 14:05

O curto e sintético título desse artigo nada tem a ver com a economia de espaço, nem tampouco com a pouca inspiração do autor na hora de escolher um cabeçalho.

O descaso tem a ver com a realidade mais preciosa e mais divina, que está presente no universo: a vida humana. Em todas as suas épocas e em todos os seus sentidos a vida está sendo banalizada e o que é mais terrível, desprezada e descuidada por motivos torpes e inaceitáveis.

O descaso com a vida humana atingiu um nível tão alto que, quantificá-lo com porcentagens comparativas para fazer uma avaliação com anos ou décadas anteriores, é barateá-la ainda mais.

A desvalorização dada à maternidade, o desprezo pela infância e pela juventude, a ignorância prática sobre a real formação ética, o descuido com a saúde e com o saneamento básico das cidades brasileiras, o grave e crônico problema de moradia para os pobres e desempregados, a violência e o vandalismo urbano, o trânsito insuportável e estressante das metrópoles, a situação dos presídios com superlotação e com uma ociosidade maligna, as condições dos hospitais públicos e dos postos de saúde, restaurantes e bares sem condições de preservação de alimentos e sem fiscalização séria e honesta, a corrupção, os roubos de dinheiro público, acobertados por pessoas e por órgãos fiscalizadores, etc...

O descaso atual com a vida humana é verificável, é noticiado, é um escândalo que clama aos céus, e há cidadãos brasileiros que insistem em dizer que o Brasil melhorou, e que nunca antes na sua história se fez tanto pelo povo brasileiro desde que se iniciou no século XXI.

A vida humana é um “paciente grave”, com septicemia generalizada, portadora de uma “bactéria resistente” à medicação política e ideológica utilizada até agora.

Esse “paciente grave e septicêmico” está sendo vítima do descaso dos poderes públicos e está precisando urgentemente de um remédio barato, acessível, não importado.

Essa medicação, preventiva e curativa ao mesmo tempo, é o respeito pela dignidade humana, valor inviolável e o sobrenatural, que é o fundamento jurídico da Constituição Brasileira e de qualquer outra lei existente no país.

A vida humana é dom do Deus-Criador, e vale tanto e é tão original, tão rica para a humanidade, que o próprio Deus quis ser humano, quis viver o que Ele criou, quis ter essa vida digna e respeitável.

O descaso com a vida humana é fruto de um laicismo doentio, que infeccionou a mente e o coração dos dirigentes do Brasil.

Por outro lado os brasileiros, que têm orgulho do seu país sabem que ser brasileiro, com tanto orgulho, é ter uma vida digna, saudável, justa, igualitária e solitária, e que usar o argumento de Estado laico para impedir assim o respeito sagrado e religioso pela vida humana em todos os seus momentos, é um enorme desrespeito pelo bom senso e pela fé cristã do povo.

Começa-se, após o período da Copa do Mundo de Futebol, a época pré-eleitoral no Brasil. Cargos executivos e legislativos estarão sendo disputados como se fossem partidas de 90 minutos, sem prorrogação, e cada vitória de quem deseja tais responsabilidades políticas espera-se que será considerada um resultado favorável ao povo.

O importante não são os milhares ou milhões de votos!

O importante é que os vencedores para a Presidência, para o Senado e para a Câmara dos Deputados, para os Governos estaduais, para as Assembléias Legislativas, sejam pessoas éticas, que saibam respeitar, sem demagogia, a vida humana em todas suas idades e situações sociais.

O importante é que o futuro Chefe da Nação, do Estado, os futuros senadores e deputados, saibam que o povo brasileiro quer simplesmente ter uma vida com saúde, com educação, também ética e religiosa, e não mais macro-projetos, com macro-orçamentos, com macro-gastos, enquanto, crianças, jovens, idosos, famílias inteiras vivem com micro-condições humanas.

O povo brasileiro quer RESPEITO. SÓ ISSO!! 

 

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Autor

Dom Antonio Augusto Dias Duarte

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro