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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/12/2017

12 de Dezembro de 2017

‘A alegria preencheu meu coração’

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‘A alegria preencheu meu coração’

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01/12/2017 13:13 - Atualizado em 01/12/2017 13:14
Por: Nathalia Cardoso

‘A alegria preencheu meu coração’ 0

Aos 31 anos, o seminarista Roberto de Castro Martins recebeu, pela imposição das mãos do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o primeiro grau do Sacramento da Ordem, em sua paróquia de origem, Santa Luzia, em Honório Gurgel. O diácono contou que, após negar a vocação por muito tempo, hoje se sente repleto de felicidade por estar dando passos rumo ao sacerdócio e poder ministrar sacramentos como o Batismo.

“Eu tive muito medo de dizer meu ‘sim’ ao Senhor. Mas depois disso, encontrei a completude que eu tanto procurava. Eu sempre senti um vazio dentro de mim, e quando me entreguei a Deus, a alegria preencheu meu coração”, afirmou.

Nasce a vocação

Originário da Paróquia Santa Luzia, Roberto descobriu a vocação aos 19 anos, durante um retiro de Carnaval da Comunidade Católica Canção Nova. Mas foi apenas cinco anos depois, aos 24 anos, que cedeu ao chamado de Deus e ingressou no Seminário de São José.

“Estava com um grupo de amigos e uma ex-namorada no retiro. Logo no início da pregação do monsenhor Jonas Abib, eu senti uma voz que gritava dentro do meu coração. Desde então, tentei fugir, mas o Senhor foi muito mais forte do que eu”, contou.

Assim que sentiu o chamado vocacional, Roberto contou para seu irmão, que o incentivou a deixar a ideia de lado. Cursar uma graduação e começar a namorar novamente, segundo o irmão, o fariam esquecer do chamado que havia recebido. Para ele, era algo passageiro.

Ele começou a cursar ciências atuariais na Uerj, onde coordenou o grupo de oração universitário. Entrou para a Canção Nova, mas pediu um tempo logo depois, porque, segundo ele, “o Senhor mostrava que era algo a mais”: “Quando eu comecei a participar do Grupo Vocacional Arquidiocesano (GVA), percebi que ali era o meu lugar e que o Senhor me chamava”, contou.

Entrega

Roberto contou que após terminar o último namoro, teve uma conversa com Deus na qual disse: “O Senhor tem dois anos para me seduzir. Não vou mais buscar me saciar em namoro e, sim, buscarei a Ti”.

Foi quando começou a se envolver mais nas atividades da Igreja.

“Fiquei perguntando ao Senhor: ‘Que queres de mim?’. Depois, esse se tornou meu lema de ordenação. Eu percebi que em Deus estava o que eu mais buscava, apesar de eu ter procurado em namoros e em vida profissional”, pontuou.

Ser padre

Para ele, ser padre é estar mais perto da santidade e ajudar as pessoas a seguirem esse caminho.

“Eu sempre me achei indigno e sei que sou, mas sei que o que o Senhor quer é que eu seja esse instrumento da misericórdia para o povo”, afirmou ele.

Família

Ele contou que a família, apesar de ser protestante, o apoiou desde o início. O pai, José Martins, já é falecido, mas a mãe, Orlandina de Castro Martins, o irmão e grande parte da família estava presente na celebração de ordenação.

“Foi uma graça muito grande quando fui ordenado. Era uma alegria extasiante. Eu cheguei a falar para mim mesmo: ‘Se minha alegria está nesse ponto pelo diaconato, nem consigo imaginar como será quando eu for ordenado sacerdote’”, contou.

Seminário

No seminário, ele atuou junto ao grupo de oração dos sacerdotes, através do qual amadureceu o chamado. Também integrou as Obras das Vocações Sacerdotais (OVS). “Foi uma experiência muito enriquecedora estar com as senhoras que rezam por nós. Tenho um carinho enorme por esse grupo, e eu sei a importância da oração em uma paróquia”, frisou.

Segundo ele, o primeiro grande exemplo de sacerdote que teve foi monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova. “Apesar de ele estar um pouco mais distante, eu estive com ele sempre que pude. Ele sempre me disse que rezava por mim e pela minha vocação, e isso para mim foi essencial”, contou.

Padre Rodrigo Vieira, pároco da São José, em Santa Cruz, também o inspirou em seu caminho rumo ao sacerdócio.

“Passei dois anos na paróquia dele, e esse momento foi de grande enriquecimento vocacional e pastoral porque ele é um homem apaixonado pelo sacerdócio. Meus olhos brilhavam ao ver o amor com o qual desempenhava suas atividades”, relembrou.

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