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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 12/12/2017

12 de Dezembro de 2017

Leigos e juventude foram tema da Assembleia do Leste 1

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12 de Dezembro de 2017

Leigos e juventude foram tema da Assembleia do Leste 1

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01/12/2017 13:39 - Atualizado em 01/12/2017 13:43
Por: Nathalia Cardoso / Regional Leste 1 da CNBB

Leigos e juventude foram tema da Assembleia do Leste 1 0

Os bispos do Regional Leste 1 da CNBB se reuniram de 23 a 25 de novembro no Centro de Estudos do Sumaré para a 16ª Assembleia do regional. O anfitrião e presidente do regional, Cardeal Orani João Tempesta, apresentou o tema central do encontro: “Leigos e leigas, sujeitos de uma Igreja em saída”, no primeiro dia.

Em sua fala de abertura, Dom Orani incentivou os leigos a serem fortes e a atuarem como protagonistas da construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

“Devemos louvar a vida de pessoas que não se deixam abater pelos diversos problemas que temos em nosso país e no mundo e com alegria contagiam as pessoas e levam a boa nova”, disse ele.

A abertura do evento foi realizada no dia em que se celebra nacionalmente a Ação de Graças.

Padre André Luís, assessor do Setor Juventude Regional e monsenhor Antônio Luiz Catelan Ferreira, do clero diocesano de Umuarama e membro da Comissão Teológica Internacional, foram os palestrantes.

Panorama da juventude

Padre André Luís palestrou no primeiro dia. Ele analisou os dados coletados no questionário respondido pelos jovens para o Sínodo dos Bispos de 2018, que tem a juventude como tema. Padre André traçou um panorama, apontando o que precisa melhorar ou ser incrementado para que a evangelização da juventude seja feita de maneira eficaz e de forma a atender seus anseios.

Ele destacou a assessoria como fator fundamental para pessoas dessa faixa etária. A palestra teve como tema: “Juventude como sujeito eclesial na Igreja e no mundo”.

“A Jornada Mundial da Juventude, realizada em 2013 no Rio de Janeiro, e toda a sua preparação estão entre as grandes responsáveis por esse olhar mais efetivo da Igreja para com a juventude”, pontuou.

O papel dos leigos

Após a celebração eucarística, presidida no segundo dia por Dom José Francisco Rezende Dias, vice-presidente do Regional e arcebispo de Niterói, a orientação ficou por conta de monsenhor Antônio Luiz. Ele falou sobre “Desafios do laicato e Iniciação Cristã hoje”. Mais tarde, o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Joel Portella Amado se juntou a ele para palestrar sobre o tema.

Em sua palestra, monsenhor Catelan explicou que a finalidade da celebração do Ano do Laicato, em 2018, é tornar conhecida qual é a vocação própria dos leigos na Igreja e na sociedade e favorecer essa atuação coerente, consistente e profunda.

“Na Igreja, eles ajudam colaborando com a evangelização em seus vários aspectos. E na sociedade, atuam na promoção do bem comum. Não se trata, portanto, de partidarizar a fé, mas de inserir os valores e as convicções da fé nos diversos ambientes”, explicou monsenhor Catelan.

Para ele, um dos grandes desafios do laicato está na formação. O grande desafio, na visão dele, é superar a catequese doutrinal e torná-la querigmática.

Encerramento

No encerramento das atividades, foi divulgada a mensagem dos bispos do Regional Leste 1 para o povo do Estado do Rio de Janeiro e concluído o relatório da assembleia. O material, em formato digital, pode ser acessado nos portais na internet da Arquidiocese no Rio e do Regional Leste 1.

Na mensagem, os bispos versaram sobre a crise que assola o estado, e convocaram o povo a construir um projeto político que faça a nação avançar.

A missa O Rio Celebra, presidida por Dom Orani e transmitida pela Rádio Catedral FM e pela RedeVida de Televisão, marcou o encerramento do encontro.

O texto final possui três eixos com pistas de ação que servirão de orientação e sugestão às arquidioceses e dioceses do estado em suas atividades pastorais e missionárias.

 

Pistas de Ação Pastoral

Jovens

- Ir ao encontro das juventudes, investir na sua acolhida, valorizando o Setor Juventude, motivando as diversas formas de organização eclesial, especialmente as pequenas comunidades, incentivando a atuação dos jovens para favorecer o protagonismo e a ação consciente dos mesmos na Igreja e na sociedade.

- Fomentar a assessoria dos jovens, inclusive, através dos meios de comunicação, com pessoas que se identificam com a causa da juventude, sem ofuscar o protagonismo juvenil. Divulgar os cursos já promovidos pela CNBB para juventude e assessoria. Criar modalidades formativas para assessores da juventude em nível regional e diocesano.

Leigos e leigas

- Promover a formação integral do laicato, com base na DSI, para favorecer uma correta articulação entre fé e cidadania, a fim de que atue de modo consciente e autônomo na sociedade.

- Com base na eclesiologia conciliar do povo de Deus, conscientizar os ministros ordenados e os próprios leigos a respeito da vocação e da missão do laicato, tanto na Igreja quanto na sociedade, de modo que os leigos possam atuar com justa liberdade, comunhão e responsabilidade madura no contexto eclesial.

- Reconhecendo, com gratidão e esperança, a atuação dos leigos na Igreja e na sociedade ao longo da história da Igreja, estimular a atuação dos leigos, sujeitos eclesiais, através dos ministérios e diversas formas de serviço cristão ao mundo.

- Encorajar o testemunho e atuação dos fiéis nos areópagos atuais, de modo especial na família, no trabalho, na política, no controle social, nos meios de comunicação etc.

Iniciação à vida cristã

- Na dinâmica da iniciação à vida cristã, não podemos dar a fé por suposta, nem deve ser imposta, mas precisa ser proposta para suscitar uma reposta! Faz-se necessária uma tomada de consciência da realidade, na qual o sujeito está inserido.

- Fomentar a metodologia de Iniciação à Vida Cristã, com inspiração catecumenal, de forma que não se restrinja à preparação para a recepção dos sacramentos.

- Proporcionar que a iniciação à vida cristã, em todas as suas etapas, seja marcada pelo querigma, de tal maneira que o sujeito faça a experiência de Jesus Cristo, proporcionando-lhe uma clara incidência na vida da Igreja e da sociedade.

Oferecer uma catequese vivencial, que responda aos desafios do contexto atual de mudança de época, gerando uma fé madura e operativa.

- Recordar a responsabilidade de toda a comunidade na formação de seus membros, com especial atenção para os que exercem o ministério de catequistas.

 

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