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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2018

20 de Setembro de 2018

Superar a violência contra os jovens

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Superar a violência contra os jovens

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23/02/2018 00:00 - Atualizado em 02/03/2018 13:22
Por: Nathalia Cardoso / Raphael Freire

Superar a violência contra os jovens 0

Um dos grupos que mais é vítima de violência, segundo o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano, com o tema:  “Fraternidade e superação da violência”, é a juventude. De acordo com o Atlas da Violência 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a vulnerabilidade social de crianças e adolescentes se deve, entre outros fatores, à falta de oportunidades educacionais e laborais, que os condenam a uma vida de restrição material e de anomia social.

Na Arquidiocese do Rio, a Pastoral do Menor que atua há 34 anos, na defesa e combate a essa situação de vulnerabilidade de crianças e adolescentes e na promoção da vida deles. Para isso, conta com oito projetos, que incluem: assistência socioassistencial às famílias dos adolescentes, formação profissional, inclusão digital, assistência de saúde, assistência religiosa aos adolescentes privados de liberdade, entre outros.

Para isso, a pastoral conta com parcerias que propiciam oportunidades de formação profissional e inserção no mercado de trabalho, além do trabalho de 185 agentes e assistentes leigos que fazem um trabalho semanal de acompanhamento dos atendidos pela pastoral e de adolescentes privados de liberdade.

Já a Pastoral Carcerária envia, semanalmente, 65 agentes religiosos ao Departamento de Ações Socieducativas (Degase).

De acordo com o texto-base da CF, “a violência não será superada com medidas que ignorem a complexidade do problema”, e a Pastoral do Menor está sempre em busca de entender a complexidade das questões que levam os jovens a situações de vulnerabilidade social e formas de superação delas.

“Os agentes de pastoral atuam concretamente pela superação da violência. Agradeço a essas pessoas que fazem, em seus territórios, um pouco pela infância, adolescência e as famílias”, afirmou uma das coordenadoras técnicas dos programas sociais da Pastoral do Menor, Geovana Silva.

Segundo ela, para superar a violência é preciso denunciar sistemas que não funcionam. Mas mais importante é focar na superação através do diálogo, da compreensão e do acolhimento.

“Quando nos dizem que adolescentes são ‘aborrescentes’, tentamos colocar sob outra perspectiva: a da ingenuidade, da busca pelos sonhos. A violência doméstica é algo que perpassa as famílias. E os adolescentes sofrem, inclusive, com o abandono familiar. Nesse processo de formação, a escola, a família, a Igreja e outras instituições são importantes”, apontou ela.

O arcebispo do Rio, em sua carta pastoral “Bem-aventurados os que constroem a paz!” (Mt 5,9), salienta que mais importante do que estar atentos aos números e índices de violência, é entender que cada filho de Deus é importante.

“A partir do Evangelho, do amor de Deus por todas e cada uma das criaturas, devemos recordar que a questão da violência não pode estar ligada apenas aos altos índices de ocorrência. Bastaria uma única vítima sobre a Terra para nos sentirmos incomodados e iniciarmos nosso trabalho de superação”, afirmou o cardeal no documento.

Genocídio de jovens negros

Outro tipo de violência que deve ser superado, de acordo com a CF, é o genocídio de jovens negros. Em 2011, houve 52 mil mortes no país, dentre as quais, mais da metade era de jovens, a maioria negros.

“A violência é estrutural; tem a ver com políticas sociais que não atendem a esse segmento (jovens negros e pobres). A questão socioeconômica segrega em várias frentes”, apontou. “No dia a dia, vamos construindo cenários em prol da paz. E é uma junção de esforços. Temos, então, que estimular a cada dia essas atitudes. Dizem que somos a favor dos direitos humanos, mas na verdade o que buscamos é construir justiça social”, afirmou Geovana.

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