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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/04/2018

24 de Abril de 2018

Páscoa no Degase: ‘É possível um futuro com esperança’

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Páscoa no Degase: ‘É possível um futuro com esperança’

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12/04/2018 11:22 - Atualizado em 12/04/2018 11:25
Por: Giselle Martello / Symone Matias

Páscoa no Degase: ‘É possível um futuro com esperança’ 0

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu missa de Páscoa na tarde do dia 6 de abril, na Escola João Luiz Alves, unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na Ilha do Governador.

Na homilia, dirigindo-se aos adolescentes e jovens privados de liberdade, Dom Orani disse: “A celebração da Páscoa é o tempo de abrir o coração para esse grande anúncio, que realmente faz sentido em nossa vida: a ressurreição de Jesus. Que todos vocês possam ter a experiência de encontrar o Senhor, vivo pela Palavra, vivo pela Eucaristia. Quem O encontra tem a possibilidade de transformar a sua vida” sublinhou.

Dom Orani destacou, ainda, a importância da presença dos agentes durante todo o ano, não somente em datas festivas. “A assistência religiosa aos privados de liberdade é um trabalho que vem sendo realizado há muito tempo. Os agentes estão presentes, durante todo o ano, tanto na ação evangelizadora quanto nas obras sociais. É muito justo celebrar a Páscoa nas unidades, contribuindo e colaborando para que cada um experimente o amor de Deus e creia que são possíveis um mundo novo e um futuro com esperança”, finalizou.

O diretor geral do Degase, Alexandre Azevedo de Jesus, comentou sobre a necessidade de os jovens renascerem na sociedade. “A Páscoa é o renascimento, e a Igreja dá aos adolescentes e jovens um momento de ressignificação. Eles têm a chance de fazer a escolha, e precisam renascer para a própria vida, para uma vida livre e plena. Esses jovens precisam recomeçar na sociedade”, disse.

Assessor eclesiástico adjunto da Pastoral do Menor, padre Gilvan André da Silva pediu para que os jovens se deixassem contaminar pela misericórdia do Senhor. “Jesus veio nos trazer vida, e Ele quer ressuscitar cada um, adolescentes e jovens. Deixem Cristo ressuscitar em seus corações; deixem Ele ocupar sempre o primeiro lugar em suas vidas. Não deixem que o mundo contamine o coração de vocês; permitam que as suas consciências sejam contaminadas pela misericórdia de Deus”, acrescentou.

Padre Gilvan André ainda agradeceu a presença dos dez seminaristas que, desde 2017, dedicam os dias de folga no seminário para auxiliar a Pastoral do Menor na evangelização dos adolescentes e jovens privados de liberdade.

O seminarista Délio Freitas dos Santos Junior, um dos dez que atuam no Degase, explicou como acontecem as atividades na unidade. “Fazemos um momento de evangelização com eles e outro momento individual, no qual realizamos as direções espirituais e aconselhamentos. É um atendimento em que conseguimos ajudar os adolescentes a encontrar a Cristo. Também fazemos o trabalho de visitas nos alojamentos, ou seja, aqueles que não podem descer para os encontros em grupo e nem podem participar dos encontros individuais”, completou.

O seminarista também acrescentou a necessidade de doações de produtos de higiene pessoal para os jovens privados de liberdade, como pastas e escovas de dente, e sabonetes.

O coordenador de assistência religiosa, diácono Roberto dos Santos, comentou que uma semente de esperança está sendo plantada no coração dos jovens. “A importância do nosso trabalho está em poder tocar o coração deles com a Palavra de Deus. Nesta unidade, temos um grupo que pediu para se batizar e fazer a Primeira Comunhão. Estamos plantando um sinal de esperança a esses jovens e do amor que Deus tem para cada um deles”, frisou.

Ex-interno do Degase, Marlon Monteiro Ângelo, hoje aos 18 anos, destacou que a ajuda da sua mãe foi fundamental para sua reinserção na sociedade e na proximidade com Deus. “Foi muito difícil, mas mantive o foco em Deus. O que me ajudou muito nesta caminhada foi o amor da minha mãe. Hoje, minha vida está caminhando maravilhosamente, e, atualmente, moro na Comunidade Católica Aliança de Misericórdia. Minha vida mudou e está mudando. Trabalho, estudo e faço curso de bombeiro civil”, encerrou. 

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