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20 de Novembro de 2018

Ação social nos Arcos da Lapa

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Ação social nos Arcos da Lapa

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22/05/2018 16:06 - Atualizado em 22/05/2018 16:08
Por: Nathalia Cardoso

Ação social nos Arcos da Lapa 0

A Ação de Amor do Cristo Redentor, um dos projetos desenvolvidos pelo Santuário Cristo Redentor, realizou uma ação social nos Arcos da Lapa, no dia 18 de maio. Foram atendidas 480 pessoas em situação de vulnerabilidade social, a maioria em situação de rua. Os serviços oferecidos foram: regularização e retirada de segunda via de documentos e orientação jurídica, por meio de parceria com a Defensoria Pública; início do processo de retirada da carteira de trabalho, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); atendimentos de saúde, pela Universidade Veiga de Almeida (UVA); e cortes de cabelo e orientação social, pela Fraternidade Toca de Assis e O Caminho.

Foram servidos 220 almoços e 250 lanches. A UVA fez aferição de pressão arterial e de glicose capilar de 370 pessoas, oferecendo encaminhamento para tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

"O evento foi de muito êxito, pois conseguimos boas parcerias de trabalho que nos ajudaram a regularizar a documentação dessas pessoas, que estavam sem documentos e sem possibilidade de inserção social devido a isso", afirmou a coordenadora da Ação de Amor do Cristo Redentor, Silvia Gonzaga.

Tiago Henrique da Silva Luiz, de 31 anos, veio de Juiz de Fora (MG) em busca de trabalho. Ao chegar, foi morar no hotel popular da Prefeitura do Rio, na Central do Brasil, por não ter onde ficar. Foi aos Arcos da Lapa na esperança de tirar sua carteira de trabalho, a fim de conseguir um emprego formal.

"Deixei meu filho em Juiz de Fora. Pretendo voltar para lá, mas com uma condição financeira melhor", contou ele, que aproveitou o momento para cortar os cabelos.

Enquanto as irmãs da Toca de Assis faziam os cortes de cabelos, Carla Ferreira, a assistente social da fraternidade, caminhava pela fila para oferecer informações e auxílio. Ela já conhece boa parte das pessoas, por atuar com a população de rua há anos. Todas as quartas-feiras, na unidade da Toca de Assis, em Benfica, ela presta atendimento social a 25 pessoas, junto com outros profissionais e com os irmãos da fraternidade, que fazem assistência espiritual.

Carla contou que observou um aumento grande no número de pessoas em situação de rua nos últimos anos e que o perfil das pessoas que atende mudou: 

"Eu percebo que são pessoas cada vez mais jovens", disse.

Segundo ela, quando fazem atendimento social encaminham as pessoas a instituições que oferecem tratamento de combate à dependência química, como a Comunidade Maranathá e a Associação Solidários Amigos de Betânia (Asab).

"Eu preciso de um lugar seguro para viver", respondeu um senhor, na fila, quando Carla perguntou sobre suas necessidades. E ela pediu para que ele a procurasse na Toca de Assis para que fosse encaminhado para um local em que pudesse viver.

Benefício para todos

Por causa da parceria firmada entre a UVA e o Santuário Cristo Redentor, foram enviados três professores e cerca de dez alunos do curso de enfermagem para fazer aferição de pressão e medição de glicose.

Segundo a professora Maria Virginia Godoy da Silva, o atendimento acaba se tornando útil para ambas as partes: para as pessoas atendidas, porque a elas é oferecido serviço de saúde ao qual têm dificuldade de acesso, e para os alunos, porque têm a possibilidade de ter contato com a realidade da população no que diz respeito à saúde.

"Não tem sala de aula nem professor que consiga explicar o que se vive em uma ação como essas. Não é ‘falar da guerra’ e sim ‘estar na guerra’”, pontuou.

Bárbara Cristina Fernandes da Silva, estudante de enfermagem, contou que já participou de algumas ações como essa e que enxerga a falta de conhecimento e de informação sobre saúde e higiene como principal dificuldade para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

"Eles não sabem muito bem o que fazer, e também não têm tanto acesso a cuidados de saúde", disse.

Para Carla, o mais gratificante, em ações e trabalhos como esse, é perceber que com o acompanhamento as pessoas são capazes de resgatar sua dignidade.

"Nosso trabalho visa à garantia de direitos, o fornecimento de informações para que eles busquem os tratamentos adequados às doenças e transtornos que possam apresentar. Vamos dando opções a eles para que não se enxerguem como se não tivessem nenhum recurso. E é muito gratificante quando fazemos um trabalho de acompanhamento e vemos, no final do processo, que a pessoa adquiriu autonomia, foi reinserida na sociedade, conseguiu voltar a trabalhar, resgatou seu protagonismo", afirmou.

 

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