Arquidiocese do Rio de Janeiro

25º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/11/2018

21 de Novembro de 2018

Cardeal Tempesta na Rádio Vaticano

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21 de Novembro de 2018

Cardeal Tempesta na Rádio Vaticano

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28/06/2018 19:42 - Atualizado em 28/06/2018 19:42
Por: Vatican News

Cardeal Tempesta na Rádio Vaticano 0

“O brasileiro tem o sonho de que as realidades sejam modificadas.”

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, esteve em Roma, a convite do Papa Francisco, para participar do Consistório para a criação de novos cardeais, e da missa dos apóstolos São Pedro e São Paulo. Em entrevista ao jornalista Silvonei José, da Vaticans News, o arcebispo falou do Consistório, da situação no Brasil e das eleições, entre outros assuntos.

Por que a existência do colégio cardinalício e quem são os cardeais?

Cardeal Orani João Tempesta – O Papa Francisco mudou a configuração do colégio cardinalício, com relação aos cardeais bispos, aumentando o número deles. É uma bela experiência. Os cardeais que nós temos, hoje, são como que o Senado do Santo Padre, aqueles que são conselheiros próximos a ele e nasceram como párocos de Roma, na época em que, junto com o bispo de Roma, tinham essa responsabilidade e missão. Por isso, cada cardeal recebe também um título (diaconal ou presbiteral ou episcopal) de Roma ou da sua sede suburbicária. Essa presença dos cardeais, tanto os que residem nos seus países como aqueles que residem aqui em Roma, por estarem atentos às necessidades e preocupações, têm essa universalidade como horizonte: a preocupação e o sentir com a Igreja, caminhando em unidade com o Santo Padre.

– Com o consistório, houve a entrega do barrete, do anel e a criação dos 14 novos cardeais, um deles não mais votante, ou seja, com mais de 80 anos. Qual é realmente a função do cardeal no colégio cardinalício, do qual o senhor faz parte, junto ao Santo Padre?

Cardeal Tempesta –O Santo Padre escolhe alguns que já passaram de 80 anos, também para homenagear o trabalho que fizeram pela Igreja e a missão que desempenharam. O Santo Padre tem feito isso; e ele também tem escolhido criar cardeais vindos das diversas localidades do mundo, dando essa universalidade da Igreja, de locais que nunca antes tiveram cardeais. Isso demonstra um pouco a Igreja presente tanto no ir como no trazer as preocupações. Além, evidentemente, do aconselhamento ao Santo Padre, de estar junto aos vários dicastérios, os cardeais fazem parte, às vezes, como conselheiros ou, até mesmo, como prefeitos dos dicastérios. E também têm a missão de votar, quando fica vacante a Sede Apostólica e, sem dúvida, são eles que acabam governando a Igreja naquele momento da sede vacante. Ao mesmo tempo, existe a comunhão, a preocupação de estar junto ao Santo Padre em meio a suas preocupações, nesse encaminhamento da Igreja, naquilo que precisa hoje ser Igreja no mundo.

Conselheiros do Santo Padre, podemos dizer assim?

Cardeal Tempesta – Também, sim, claro, de uma maneira um pouco diferente. São conselheiros que assessoram o Santo Padre em todas as necessidades e preocupações, sendo que cada cardeal tem também certas funções específicas e vai trabalhar um pouco na direção do clero, do episcopado, da educação religiosa ou da missão, ou mesmo trazer as preocupações de onde estão. São homens que o Santo Padre escolhe para estarem ao seu lado.

Está sendo criado também, neste consistório, Dom Konrad Krajewski, que é o esmoleiro, uma figura que muitas pessoas nem conhecem, mas a quem o Santo Padre concede um grau muito específico, isto é, a caridade do Papa vai ser guiada por um cardeal de agora em diante.

Cardeal Tempesta –Sim, esse foi realmente um sinal muito bonito do Santo Padre. Dom Konrad esteve no Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude como cerimoniário do Santo Padre, que depois o escolheu para esmoleiro, isto é, para ser responsável pela arrecadação de fundos e ajudar aos pobres. Ele tem feito isso nessa nova etapa que vive a Igreja e, agora, o Papa o cria como cardeal. Isso demonstra, também, toda a linha do pontificado do Papa Francisco, de dar prioridade aos pobres, pensar nos necessitados, nos excluídos. Para isso, temos agora um cardeal que foi nomeado para poder levar adiante essa missão em nome do Santo Padre.

Quando o Papa Francisco colocou Dom Konrad como esmoleiro, disse a ele: “No seu escritório, nem mesa e cadeira precisa, porque você não tem que trabalhar ali dentro, mas no meio dos pobres”.

Cardeal Tempesta –Está fazendo um bom trabalho, sim. Exatamente, tem feito isso: ele sai para ir ao encontro dos pobres, lá onde eles estão, nos aniversários do Santo Padre e em outros momentos, leva os pobres para uma refeição com Santo Padre; à época do frio leva cobertores, roupas de frio. Vários passos foram dados, também a lavagem das roupas, o banheiro próximo à Praça São Pedro um pouco melhorado. São preocupações de dar um olhar carinhoso, de ver no outro um irmão que necessita de atenção, para poder ter uma vida um pouco mais digna.

Por isso a gente vê que o senhor também, no Rio de Janeiro, faz parte dessa visão, de estar próximo àqueles últimos?

Cardeal Tempesta –Ésempre uma grande angústia, porque alguns conseguimos tirar da situação em que está; para outros, que são dependentes de drogas, as ações ficam mais difíceis. Somos uma presença, mas o trabalho é constante: oferecer uma possibilidade de sair da situação em que está, para uma vida um pouco mais digna, tanto os que estão nas ruas e que, às vezes, só querem um lugar para fazer sua higiene. Querem, depois, um lugar para trabalhar, para morar, e nós acabamos encontrando, durante idas e vindas, algumas pessoas que conseguiram um aluguel social, que moraram em alguma casa ou apartamento. É um universo muito grande de situações, e do qual a Igreja precisa estar próxima e, nessa proximidade, vai encontrando caminhos.

É possível resgatar essas pessoas?

Cardeal Tempesta –Sem dúvida, é possível; temos visto pessoas resgatadas. Inclusive, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro formou-se uma banda de música e um coral com moradores de rua, que cantam até em inglês, pois há pessoas que têm uma certa cultura, mas devido a várias situações, perderam o emprego, perderam a casa, a família. Através desse gesto, vão promovendo tanto a si mesmos, como vão dando passos para encontrarem seus caminhos.

Essa atitude do Santo Padre de diversificar ao máximo possível o colégio cardinalício, como o senhor falou antes, de realidades em que nunca houve um cardeal antes e, hoje, o cardeal se faz presente dentro do colégio. Qual é a visão do Papa para isso?

Cardeal Tempesta –A universalidade da Igreja; e, ao mesmo tempo, trazer dos confins do mundo, dos locais de onde nunca se ouviu falar de um cardeal, dali trazer as notícias as preocupações da Igreja onde estão situadas essas dioceses, de onde vêm esses antigos, e os novos cardeais, de locais que nunca antes tiveram essa oportunidade. Também para levarem as preocupações do Santo Padre, da Igreja, para esses locais. É uma via de mão dupla: trazer e levar as preocupações. Isso também dá ao mundo uma visão da Igreja, de não estar concentrada apenas em Roma, com os cardeais da Itália ou da cúria romana, mas também de ver essa universalidade bonita da Igreja.

O Papa Francisco rompe um pouco um protocolo de tradição?

Cardeal Tempesta – A cada momento, rompe com algo que vinha do passado e, ao mesmo tempo, mantém a continuidade. Essa ideia do colégio cardinalício, embora tivesse nascido justamente com os párocos de Roma – era um jeito de ver também essa assessoria ao Santo Padre – porém, com o crescimento da Igreja, era também necessário expandir o colégio cardinalício. Expandiu-se até certo ponto e, agora, o Papa Francisco vem com essa proposta, também, de ver que é preciso expandir muito mais, é preciso continuar um pouco aquilo que é protagonismo dos cardeais, mas, ao mesmo tempo, rompe com essa visão mais próxima para ir mais longe.

O Brasil não foi contemplado com uma cardeal. Algum motivo?

Cardeal Tempesta – O Santo Padre tem um certo número de vagas; ele deve escolher, no mundo inteiro, quem, justamente, quem ele chama para compor o colégio cardinalício. Ele tem uma visão do mundo, e vai ver realmente quais são as regiões que ele precisa contemplar e dar uma atenção maior, com relação ao colégio cardinalício. Não é depreciar nada do Brasil, pelo contrário, mas é uma questão de escolha e de possibilidade.

Na Solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo é a benção do pálio que os arcebispos receberam, nas suas arquidioceses. Por que o pálio?

Cardeal Tempesta –Através da história, tem vários formatos o pálio, que era uma capa que se colocava antigamente. O significado, hoje, é essa unidade com o Santo Padre e trazer as ovelhas sobre os ombros – porque ele é feito de lã de carneiro – nessa unidade com o Santo Padre, em cada arquidiocese. Porque sabemos que cada arcebispo tem a responsabilidade por sua arquidiocese, tanto na sua diocese, enquanto tal, como nas dioceses sufragâneas, como nós chamamos, isto é, as dioceses que estão ao lado desta arquidiocese. É uma maneira de a Igreja se organizar, arquidiocese e diocese; e o arcebispo tem essa missão, de ser uma presença e ter preocupação com as dioceses. Ser também sinal de unidade com Santo Padre. O pálio é esse sinal de comunhão, de unidade e, principalmente, de levar as ovelhas sobre os ombros.

Neste ano temos apenas um arcebispo brasileiro, Dom Airton José dos Santos.

Cardeal Tempesta –Sim, e que acabou de tomar posse em Mariana (MG); saiu de Campinas (SP) e foi para Mariana. Cada vez que o arcebispo deixa sua sede e toma posse de outra, ganha um pálio novo. Não necessariamente deixa o pálio, este acompanha o arcebispo aonde ele vai. Isso já é uma tradição, ele costuma levar consigo – pode deixar se quiser, mas, normalmente, ele o acompanha. E a cada nova arquidiocese, quando acontece isso, ele recebe um novo pálio.

Dom Orani, estamos vivendo um momento particular, falemos da atualidade: no Brasil, em festa ou em tristeza, não sei, com a Copa do Mundo. Que notícia o senhor me traz do Brasil, se realmente estão parando, na hora do futebol, que sensação o senhor tem, deste ano, com futebol?

Cardeal Tempesta – É claro que o brasileiro tem uma ligação muito grande com o futebol. Ainda hoje as empresas fazem momento de parada, para que as pessoas assistam ao jogo, alguns dão folga naquela tarde ou manhã, ou o dia todo, e as pessoas depois compensam de outra forma; o movimento no trânsito, no Rio de Janeiro, por exemplo, fica tranquilo naquele momento do jogo. Eu estava conversando com uma pessoa que tinha vindo de metrô e disse que estava uma beleza, pouca gente viajando, no metrô. Alguns não gostam, alguns continuam a ir e vir, mas há todo um modo de parar para assistir ao jogo e fazer sua torcida, tanto nas casas como também nos lugares públicos. No Rio de Janeiro, nós temos, na Tijuca, o chamado Alzirão, em que as pessoas se reúnem nas ruas circunvizinhas e, ali, fazem a torcida e marcam presença torcendo pelo Brasil. Tudo isso pode ser criticado, dizer que é o ópio do povo, para o povo se distrair e não ver os problemas, mas isso não muda o problema social do Brasil. Não há dúvida que a pessoa que passa por dificuldades também merece um divertimento e torcer por aquilo que gosta. Acho que, nesse sentido, faz parte um pouco da nossa índole, fazermos festa, termos essas alegrias, mesmo com os problemas e as dificuldades que nós temos; está dentro da nossa alma poder torcer, sabendo que temos coisas muito mais sérias para resolver, do que apenas uma Copa do Mundo. Mas, ao mesmo tempo, faz parte da nossa vida viver momentos de lazer.

Quer dizer que o futebol não é mais aquela anestesia que sempre se falava?

Cardeal Tempesta – Creio que houve vários fatores em face dos quais as pessoas começaram a tomar consciência: primeiro foi o resultado fatídico na última Copa do Mundo, mas do outro lado, também, os problemas do Brasil na questão política, social e no campo econômico levaram o brasileiro a saber ponderar bastante, sabendo que temos problemas muito mais sérios a serem resolvidos do que uma Copa do Mundo, mas não deixou de ter também a sua torcida.

Voltando à questão da dificuldade dos brasileiros, estamos num ano eleitoral, vivendo momentos difíceis, mas a impressão que nos dá é que o povo sabe o que quer.

Cardeal Tempesta –Creio que há controvérsias. Ou seja, o povo sabe aquilo que não quer, sabe das dificuldades que existem. O brasileiro tem o sonho de que as realidades sejam modificadas, mas não está muito claro como fazer acontecer isso. Porque ainda não está claro quem é candidato, só temos pré-candidatos para os vários cargos. Quando houver essa definição, esses aspectos serão mais esclarecidos e as pessoas poderão fazer suas opções. Mas o povo está mais crítico quanto aos políticos no passado, devido ao noticiário que chega sobre os desvios, propinas e dificuldades que existiram.

Qual é o papel da Igreja numa situação como essa?

Cardeal Tempesta – A Igreja tem uma grande responsabilidade, em primeiro lugar, de ser isenta, não se envolvendo tanto de um lado como de outro, ideologicamente falando. Ela precisa ser crítica de qualquer lado, enxergando os problemas que existem e educando o povo para que possa escolher com responsabilidade e não porque alguém mandou votar, recebeu algum tipo de favor ou porque está bem nas pesquisas. É preciso examinar a vida e a proposta da pessoa, e se o que ela propõe é factível. Em nosso encontro Regional Leste 1, concluímos um folheto para as reuniões de grupo, e um folder com orientações para a votação.

É preciso recordar que a Igreja no Brasil não tem partido. Mas a impressão que nos dá, vendo de fora, é que sempre tentam puxar tanto de um lado quanto de outro.

Cardeal Tempesta – Isso é um sinal daquilo que a Igreja tem como responsabilidade de influência. Cada um quer que a Igreja esteja ao seu lado. A Igreja está ao lado de todo mundo, porém, ela não pode estar ao lado de A, B ou C numa disputa eleitoral. Ela não tem partido e as notícias tentam manipular os membros, através de fotografias e pronunciamentos. O Santo Padre tem sido usado, muitas vezes, com relação a isso. São situações bastante complexas, mas que também demonstram um pouco o prestígio da Igreja. Com a Igreja próxima a alguém, isto pode levar a pessoa a ser bem vista com relação a várias questões. Mas queremos deixar bem claro que nós recebemos e escutamos a todos, porém, ao mesmo tempo, a Igreja procura orientar para que votem com responsabilidade, vendo as questões econômicas e sociais – a proposta de uma vida melhor para todos, e as questões éticas e ideológicas, nas quais as pessoas acreditam e que divulgam. Elas não podem ser dissociadas, tanto as questões sociais quanto morais têm de estar unidas. Juntar tudo isso para votar supõe um bom critério.

Antes de o senhor chegar aqui, esteve em reunião com a Pontifícia Academia para a Vida, em Roma. Quais são as boas notícias?

Cardeal Tempesta –Dom Vincenzo Paglia e sua equipe pediram que o Rio sediasse, em maio de 2019, um congresso sobre cuidados paliativos, sobre a importância de a Igreja convidar a comunidade civil, como médicos, cientistas, hospitais, para pensar sobre isso. Eles vão cuidar dos conferencistas. Ao mesmo tempo, haverá encontros em outros lugares do mundo, mas o Rio acolherá toda a América Latina. Acolhemos esse encontro com muita alegria, porque é uma orientação que a Igreja dá de como, diante da dor e do sofrimento, da vida em que não há mais medicina possível, ser cuidada bem, sem precisar recorrer à eutanásia. A vida deve ser vivida, desde a sua concepção até a morte natural, com dignidade.

Em agosto, teremos o Encontro Mundial das Famílias, em Dublin. O Rio já foi sede de um encontro como esse. O Papa não se cansa de falar sobre a família, colocando-a como célula, não só da Igreja, mas também da sociedade. Que preparação temos hoje no Brasil e que visão teremos de um encontro como esse?

Cardeal Tempesta –O encontro que tivemos no Rio de Janeiro, em 1997, traz muitas recordações de como ele foi importante para as famílias. Só que os tempos mudam e exigem novas reflexões. Esse encontro vai chegar num momento em que há muitas discussões sobre a família: o tipo, a importância e fortalecimento, além de muitas campanhas contrárias à família. A Igreja tem uma proposta que deve ser levada adiante, sobre a importância de ter a família bem constituída: marido e mulher, pais e filhos, que possam transmitir a fé para os seus filhos, para que se possa constituir o presente e o futuro da humanidade. É um momento muito importante para se falar sobre as famílias e fazer propostas concretas, em meio a tantas propostas contrárias, buscando fortalecê-la. O Papa tem sido um arauto sobre essa questão.

Que fotografia o senhor faria da família brasileira ou carioca?

Cardeal Tempesta – É muito difícil fazer uma fotografia de tanta multiformidade que existe com relação à família. Creio que encontramos, em nossa arquidiocese, muitas famílias separadas ou casais que têm outras uniões. Mas, ao mesmo tempo, existem muitos casais unidos, com seus filhos, transmitindo a fé e que não aparecem tanto no noticiário. Eu dizia esses dias, numa paróquia, sobre tantas pessoas que vivem bem e não são notícias, enquanto o que é ruim aparece muito mais. No Rio, como qualquer grande cidade, encontramos essas influências, com relação à problemática e divisão familiar, mas também muita gente de caminha como família unida.

Agora, teremos um sínodo dedicado aos jovens. O senhor tem alguma expectativa?

Cardeal Tempesta – O sínodo, que acontecerá em outubro, foi muito bem preparado, fosse com documento preparatório e, agora, com o documento que será estudado no próprio sínodo. Ou ainda, durante a semana que antecedeu o Domingo de Ramos, na qual os jovens do mundo inteiro foram escutados e, até mesmo pelos meios digitais, trouxeram as preocupações dos jovens. A Igreja está escutando a voz da juventude, o que passa em sua mente, coração e vida, para encontrar caminhos para chegar próximo à juventude e propor valores importantes para a sua vida. Espero que o sínodo possa escutar e dar propostas concretas, preparando os jovens para o presente e o futuro. E, ao mesmo tempo, que isso se concretize na JMJ no Panamá, em janeiro. A juventude é uma das preocupações da Igreja. Trabalhar com a juventude é trabalhar com o presente e o futuro. Sem duvida, o jovem está sendo presa de muitas propostas que podem levá-lo à felicidade ou à infelicidade, a caminhar para frente ou estagnar-se e voltar atrás. A Igreja precisa fazer ressoar essa voz forte, apresentando propostas de vida, paz e alegria e queremos, cada vez mais, chegar próximo ao jovem para falar ao seu coração.

O Papa pede ao jovem que seja protagonista.

Cardeal Tempesta – O Papa tem sido cada vez mais enfático nessa questão. Ele fala que o jovem tem de se revolucionar, fazer ouvir sua voz, assim como ele também falou na última conferência da JMJ no Rio sobre “marchar contra a corrente”. Ele tem insistido muito para que o jovem seja jovem, faça ouvir sua voz, e seja protagonista de algo diferente.

 

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