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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 11/12/2018

11 de Dezembro de 2018

Um grito pela vida: ‘inocentes que merecem viver’

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Um grito pela vida: ‘inocentes que merecem viver’

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02/08/2018 18:03 - Atualizado em 03/08/2018 21:08
Por: Priscila Xavier e Raphael Freire

Um grito pela vida: ‘inocentes que merecem viver’ 0

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Eram 15h quando os sinos de todas as igrejas do Regional Leste 1, que abrange todo o Estado do Rio de Janeiro, começaram a badalar com um apelo: “escolhe, pois, a vida”. Foi assim que teve início o Terço da Misericórdia, aos pés do Cristo Redentor, na tarde do dia 2 de agosto. À noite, o monumento recebeu iluminação na cor branca e a projeção da palavra ‘vida’.

O ato, que contou com a presença do arcebispo do Rio e presidente do Regional Leste 1, Cardeal Orani João Tempesta, do secretário do Leste 1 e bispo de Duque de Caxias, Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, dos bispos auxiliares do Rio e vigários episcopais, teve como principal objetivo conscientizar e conclamar a população contra o aborto.

A ação buscou, ainda, fazer com que as reivindicações contrárias ao aborto cheguem à Brasília, onde, nos dias 3 e 6 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) discutirá a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, tema da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

Logo no início do encontro, o Cardeal Orani destacou a ameaça acerca da questão do aborto no país, mas que, ainda assim, todos os cristãos são chamados a dar testemunho da vida. “Do alto do Corcovado, aos pés do Redentor, reunidos, queremos chamar a atenção de toda a sociedade sobre a importância da vida. Assim como esta névoa está sobre o Rio de Janeiro, hoje, sabemos que sempre existe uma ameaça: a ‘cultura da morte’ que cobre o nosso país e toda a Humanidade. Acima desta chuva, desta névoa, desta nuvem, sabemos que brilha o sol – Cristo é Sol da justiça, e somos chamados a testemunhar a certeza de que, nos momentos de dificuldade, de névoa, a luz de Cristo brilha sempre e conduz a nossa vida”, destacou.

Ainda segundo o arcebispo, a inviolabilidade do direito à vida deve ser garantida. “Queremos que os sinos que tocam, não só no Rio, mas em todo o Brasil, chamem a atenção neste importante momento da nossa História, com o objetivo de garantir a inviolabilidade do direito à vida, cláusula pétrea instituída pelo constituinte originário, não sendo possível, portanto, alterações ou revogações para perda de direitos fundamentais, ainda que sob a capa de atualizações ou reinterpretações”, frisou.

Durante a recitação do Terço da Misericórdia, Dom Orani rogou pelas crianças que ainda estão no ventre materno e também por todas as mulheres. “Nesse momento, em especial, rezamos pela vida daqueles que estão sendo gerados no ventre de suas mães, inocentes que merecem viver. Nossas mulheres merecem e precisam ter toda dignidade para serem bem cuidadas, assim como as crianças devem nascer com dignidade. Sabemos que a sociedade progride em defesa da vida dentro dos contextos da ecologia e da vida animal, por isso mesmo, cada vez mais, deve progredir também na defesa da vida humana, e que ela seja respeitada em todos os momentos, desde a concepção até a morte natural”, afirmou.

Bispo auxiliar do Rio, Dom Antonio Augusto Dias Duarte – que também é formado em medicina, ressaltou o compromisso na defesa da vida. “Acabamos de viver um momento muito especial no alto do Corcovado: a nossa oração chega aos céus e terá como resultado uma forte e impulsora manifestação em favor da vida. Queremos agradecer a Deus por nos dar essa responsabilidade de cuidar da vida, da mulher que concebe e do nosso Brasil, uma vez que a nossa riqueza mais profunda é o povo brasileiro. Queremos viver esse compromisso e colocar toda a nossa vida em favor da vida e, com certeza, quem estará aqui futuramente serão crianças, que foram respeitadas na sua gestação, e falarão, também, assim como nós falamos hoje um uníssono ‘viva a vida!’”, completou.

Também bispo auxiliar do Rio, Dom Joel Portella Amado salientou que o crescimento de um país só acontece a partir da garantia do direito à vida. “Talvez alguém nos pergunte: o que levou vocês a subirem o Corcovado na chuva? Pela vida nós enfrentamos tudo: o frio, a chuva, a perseguição. Dificuldade alguma nos faria desistir da vida. Também não haveria outro local, se não aos pés do monumento do Cristo Redentor, que identifica o Rio, o Brasil, que é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, pois esse Cristo não tirou, mas deu a vida. Aos pés d’Ele, também rezamos pelo Brasil. Que o nosso país seja, acima de tudo, uma democracia que defende a vida. Um país só cresce garantindo a vida para todos”, acrescentou.

O perdão de Assis

Nesta data, a Igreja também celebrou o Dia do Perdão de Assis, no qual todas as igrejas do mundo recebem a permissão para dar a Indulgência Plenária, conforme o costume. Durante a oração, os fiéis contemplaram a imagem de Nossa Senhora dos Anjos, ofertada pela Província dos Frades Capuchinhos.

De acordo com Dom Orani, “desejamos que todos os fiéis presentes neste santuário possam lucrar a Indulgência Plenária. Que o desejo de São Francisco que todos os arrependidos e confessados recebessem um amplo e generoso perdão de Deus, com uma completa remissão de todas as culpas, possa estar presente hoje em nossas vidas, através do perdão e da reconciliação, pois pessoas perdoadas construirão um mundo de paz e respeito à vida”, finalizou.

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