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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 11/12/2018

11 de Dezembro de 2018

"Nós o acolhemos, em nossa casa e em nosso chão"

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"Nós o acolhemos, em nossa casa e em nosso chão"

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01/09/2018 14:20 - Atualizado em 01/09/2018 14:42
Por: Flávia Muniz

"Nós o acolhemos, em nossa casa e em nosso chão" 0

Festa em toda a Igreja e entre os fiéis da Diocese de Nova Iguaçu, nesta manhã do segundo dia do Círio de Nazaré. O bispo coadjutor, Dom Gilson Andrade da Silva, foi apresentado solenemente à Diocese, na catedral de Santo Antônio, às 9h, em missa presidida por Dom Luciano Bergamin, Bispo Titular de Nova Iguaçu, e concelebrada pelo Cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, com seus bispos auxiliares e demais bispos diocesanos que integram o Regional Leste 1 e todo o clero. 

Também entre os concelebrantes, estava o Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, arcebispo de São Salvador (BA), diocese onde Dom Gilson esteve servindo, até ser nomeado pelo Papa Francisco para o ofício de coadjutor, em 27 de junho deste ano.

Marcaram presença autoridades religiosas de diversas denominações cristãs e autoridades civis, entre elas, o prefeito Rogério Lisboa, o vice-prefeito, Carlos Ferreira, deputados federais e estaduais e vereadores da Câmara Municipal de Nova Iguaçu, além dos pais de Dom Gilson, os familiares e amigos, entre eles, sua catequista.

Após a saudação litúrgica inicial, deu-se o rito de apresentação, mediante a exposição pública do Decreto pontifício da nomeação de Dom Gilson e, em seguida, foi feita a leitura solene, ao Povo de Deus.

Na sequência, aconteceu o ritual de acolhida, pelas autoridades. Saudaram Dom Gilson: Dom Orani, na qualidade de Presidente do Regional Leste 1 e  Metropolita; Dom Murilo Krieger, Arcebispo Primaz do Brasil; padre Marcos Barbosa, pároco da Catedral de Santo Antônio e representante do clero diocesano de Nova Iguaçu; também o prefeito, Rogério Lisboa, seguido pela senhora Fátima Lima, presidente do Apostolado da Oração, representante das pastorais e movimentos leigos da diocese, que o saudou, dizendo: "Nós o acolhemos, em nossa casa e em nosso chão".

Na homilia, Dom Luciano refletiu sobre as três dimensões do discurso de Jesus sobre si mesmo, o Bom Pastor; e são elas: Ele dá a vida por suas ovelhas (numa clara alusão ao seu sacrifício na Cruz); Ele conhece o Pai, seu pastoreio é, portanto, exercido na intimidade, na obediência e em vista da Glória do Pai; a terceira dimensão refere-se ao fato de que "Jesus deseja que suas ovelhas estejam todas num só curral, e que haja um só pastor ao redor delas. Isto significa que a salvação trazida por Jesus é para toda a Humanidade", frisou Dom Luciano.

Feitas essas considerações, Dom Luciano dirigiu a Dom Gilson sua saudação pessoal e sua aspiração, para o convívio entre eles:

"Obrigado, pelo seu sim. Longe de mim dizer-lhe 'o quê' e 'como' fazer, pois você já está muito bem preparado para esta missão. Eu lhe asseguro que é muito bem-vindo; nossa diocese o acolhe de braços e coração abertos. Peço a Deus, que tenhamos um relacionamento fraterno e amável, entre nós, com os padres, com os diáconos, os consagrados e consagradas e todos os fiéis, no diálogo ecumênico e inter-religioso; conservando-nos, sempre, em comunhão com o nosso Papa Francisco, com a nossa Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com nosso Regional leste 1."

O titular da diocese de Nova Iguaçu manifestou, ainda, sua gratidão ao Santo Padre e ao núncio apostólico, Dom Giovanni D'Aniello, por terem acolhido seu pedido, para a nomeação de um coadjutor, tendo em vista já ter completado 74 anos de idade, estando, assim, próximo o tempo de apresentar a sua renúncia ao governo da Diocese, como prevê a lei canônica.

Dom Gilson, ao ser nomeado coadjutor, obteve também o direito à sucessão automática,  após o Santo Padre acolher a renúncia de Dom Luciano.

Em seus agradecimentos, Dom Gilson lembrou que a Diocese de Nova Iguaçu tinha a característica marcante de ser acolhedora, tendo recebido escravos, imigrantes e retirantes do interior do Brasil,  chegados ao Rio de Janeiro com histórias tão sofridas, mas que, ainda assim, muito contribuíram para a construção da sociedade fluminense. Nesse sentido, para Dom Gilson, "esta diocese tem, também, a missão de acolher e enfrentar os desafios da Igreja. Só na fidelidade a Jesus Cristo e ao Seu Evangelho, que é a missão própria da Igreja, é possível promover a cultura da reconciliação, aproximar as pessoas, desafiando e superando a cultura da indiferença", exortou.

Recordou, ainda, as exortações do Papa Francisco, segundo as quais a missão do bispo é rezar, congregar e apascentar, "pelo anúncio jubiloso de Cristo. E não apascentar a si mesmo, mas esconder-se, diminuir-se, para alimentar o rebanho. E o seu protagonismo deve ser o da unidade, ajudando os detentores dos vários carismas a cooperarem na vinha do Senhor", ressaltou.

Nessa perspectiva, o coadjutor frisou, então:

"Minha única pretensão é ser sinal da presença do Bom Pastor, dando minha vida, segundo o meu lema: in Verbo Tuo (Por causa de Tua Palavra)", disse ele.

A apresentação de Dom Gilson de Andrade se deu durante o Círio de Nazaré, na Arquidiocese do Rio. Por esta razão, em seus agradecimentos, o coadjutor não deixou de recomendar-se às bênçãos e à proteção da padroeira de Belém do Pará:

"Confio-me à proteção e às bênçãos de Nossa Senhora de Nazaré, aqui representada em sua imagem. E, por fim, recomendo-me à intercessão do padroeiro da Diocese de Nova Iguaçu, Santo Antônio, que dizia: 'a linguagem é viva quando falam as obras. Calem-se, pois, as palavras, e falem as obras'", concluiu Dom Gilson.

Sinais divinos

A nomeação do coadjutor aconteceu no âmbito das comemorações do centenário de nascimento de Dom Frei Adriano Mandarino Hipólito, OFM, nascido em Aracaju, no dia 18 de janeiro de 1918, e que foi - assim como Dom Gilson - bispo auxiliar de São Salvador (BA) entre 1963 e 1966, sendo, depois, nomeado bispo diocesano de Nova Iguaçu. Este ofício Dom Adriano exerceu de 1966 a 1994.

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