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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/09/2018

20 de Setembro de 2018

Seminaristas em missão com os ‘Servos da Alegria’

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Seminaristas em missão com os ‘Servos da Alegria’

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07/09/2018 12:56 - Atualizado em 07/09/2018 13:02
Por: Raphael Freire

Seminaristas em missão com os ‘Servos da Alegria’ 0

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Seminaristas com a Trupe Servos da Alegria, no Hospital Federal da Lagoa 

Numa rotina diversificada de estudos, formação e participação em eventos eclesiais, sociais e culturais, o Seminário Arquidiocesano de São José tem demonstrado à sociedade brasileira mais uma de suas características ao longo desses 279 anos de história, que vem sendo potencializada no pastoreio do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, sob a exortação do Papa Francisco: a missionariedade. Mais do que aulas de latim, grego, hebraico, filosofia e teologia, além da prática de esportes, a instituição tem favorecido aos futuros padres experiências missionárias em diversos trabalhos sociais, administrativos, paroquiais e pastorais.

Prova disso foi a missão hospitalar realizada pelo grupo Servos da Alegria – vinculado à Pastoral da Saúde na Arquidiocese do Rio de Janeiro –, que contou com a presença de alguns seminaristas no dia 2 de setembro, no Hospital Federal da Lagoa, na Zona Sul De acordo com o coordenador arquidiocesano da Pastoral da Saúde, que também é assessor eclesiástico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e sacerdote da Ordem de São Camilo de Léllis, padre Renato Prado, as missões já contam com os seminaristas há alguns meses e são importantes durante este processo formativo.    

“Essa iniciativa é conhecida como Pastoral Itinerante. Os seminaristas, neste ano, estão vivenciando e tendo experiências com quatro pastorais e, dentre elas, nós, da Pastoral da Saúde, fomos contemplados. Eu sempre digo para eles: provem e saibam ‘saborear’ e ‘degustar’ a Pastoral da Saúde, pois atuar nessa missão significa entender com pouco o muito que se pode sentir. Como diria São Camilo de Léllis: ‘é a sensibilidade de encontrar Cristo na pessoa do enfermo’”, destacou o sacerdote camiliano.

A trupe do Servos da Alegria teve início no mês de março de 2013, com a Comunidade Católica Amós, na Arquidiocese de Niterói. Inicialmente, a missão era formada por cinco integrantes que aceitaram o convite do padre Marcelo José Monteiro da Costa, atualmente assessor eclesiástico do grupo. Hoje, são mais de 300 voluntários espalhados não só por Niterói, mas também em São Gonçalo, Itaboraí e no Rio de Janeiro, com o objetivo de levar a alegria que vem de Deus aqueles que precisam em hospitais, asilos, escolas e igrejas, através da arte da palhaçaria, do anúncio da Palavra de Deus, da oração, da música, da dança e da contação de histórias.

A psicóloga e coordenadora arquidiocesana do Servos da Alegria no Rio, Geny Dias Corrêa, ressaltou que as missões hospitalares funcionam como uma oficina prática para os seminaristas, em função do contato direto e mais próximo com a realidade. A ‘serva da alegria’ testemunhou, ainda, que os frutos dessa parceria entre a Pastoral da Saúde e o Seminário Arquidiocesano de São José já tem dado frutos, inclusive, na próxima formação, que irá acontecer nos dias 29 e 30 de setembro, no Santuário São Camilo de Léllis, na Usina. O seminarista Bruno Tomaz Nogueira Junior, do 1° ano de filosofia, será o palestrante e falará sobre a “Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ - A Alegria do Evangelho”.

“Acolher os seminaristas arquidiocesanos na nossa trupe foi maravilhoso. Isso tem que acontecer sempre. Tive essa experiência de servir com alguns seminaristas e é um momento abençoado. Esse momento é muito importante porque eles estão em formação no seminário e, atualmente, encontramos uma realidade na Pastoral da Saúde de poucos padres vocacionados para a ação e o serviço nessa área, por isso, aprender a visitar um hospital, a estar com um enfermo, a levar a unção, a Palavra de Deus, a Eucaristia e a esperança torna-se fundamental para os futuros sacerdotes. Acolhê-los nos traz também uma motivação maior para continuarmos, pois reconhecemos em muitos deles a espiritualidade e a vocação de fato, o verdadeiro dom para servir a Deus com alegria, o que acaba vindo de encontro com nosso propósito”, afirmou Geny. 

Colaborando na Pastoral da Comunicação (Pascom) do Servos da Alegria na Zona Sul, a jovem Verônica Paulino de Araujo Freire pontuou que a presença dos seminaristas é marcada pelo acolhimento e pelo conhecimento pastoral e doutrinal.

“Fazer missão com os seminaristas foi maravilhoso porque eles potencializam e trazem para todos nós – missionários e enfermos – o acolhimento, a palavra de conforto. A presença deles foi enriquecedora para a nossa missão, e ficamos muito mais à vontade em momentos de oração. Os pacientes ficaram muito felizes porque eles são bem afáveis e carinhosos com todos, além, é claro, das palavras de fé e esperança que trazem para abrilhantar ainda mais a missão. Nós precisamos cada vez mais dessa presença dos seminaristas com a gente”, disse Verônica.  

Segundo o seminarista do 1° ano de filosofia, Lacton Lucas, a experiência de visitar os enfermos no Hospital Federal da Lagoa foi marcante, em especial, por reconhecer que, mesmo diante das dificuldades, o povo não perde a fé em Deus.

“Participar da missão no hospital foi muito significativo para mim, pois tive contato, juntamente com os Servos da Alegria, com pessoas que estão em tratamento contra o câncer. Poder levar a Palavra de Deus em um domingo para aqueles que não podem ir à igreja, alegrar um pouquinho o dia deles cantando uma música, conversando e rezando foi uma grande experiência de poder estar mais próximo e em contato com o povo de Deus. E como é bonito ver que eles não deixam sua fé se perder, apesar das adversidades da vida. Servir nessa missão é ir ao encontro daqueles que mais precisam, é levar a Palavra de Cristo que ilumina e nos dá força para seguirmos firmes, acreditando e testemunhando que Ele nunca nos desampara em nossa caminhada. Espero poder ter mais oportunidades para também visitar mais hospitais e conhecer outras realidades”, desejou Lacton.

Também no 1° ano de filosofia, o seminarista Eduardo Puell contou que não conhecia a missão, mas que só de observar de longe o trabalho realizado pelo grupo já percebeu que a iniciativa era muito bonita. O jovem ressaltou, ainda, que o momento de evangelização e visita contribui para a unidade cristã.

“Foi uma experiência única que a pessoa só entende se for junto com os missionários: se caracterizar com eles e estar a dispor dos irmãos. Um conhecimento inovador porque você lidar com a dor do outro é muito difícil. Ainda assim, entramos levando um sorriso, cantamos, transmitimos alegria, rezamos juntos, inclusive, com pessoas protestantes, percebendo que aquele momento de dificuldade também estava nos levando à unidade cristã e compreendendo que, muitas vezes, Deus se utiliza de momentos de dificuldade para unir seus filhos. Os Servos da Alegria hoje tem minha total admiração. Saí de lá com o coração renovado, louvando e agradecendo a Deus por existirem leigos efetivos dentro da Igreja Católica com o coração aberto e disposto a se empenhar e a se doar pelo outro”, concluiu o seminarista.

Conheça e faça parte do grupo Servos da Alegria, acessando o site servosdaalegria.com.br/inscreva-se/rio ou curta a página no Facebook: Servos da Alegria RJ (@servosdaalegriarj).

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Seminaristas e Servos da Alegria em missão no Hospital Federal da Lagoa 

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Padre Renato Prado e Padre Fábio Eduardo, ambos da Ordem de São Camilo (camilianos)

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Fotos: Divulgação


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