Arquidiocese do Rio de Janeiro

32º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 11/12/2018

11 de Dezembro de 2018

Paulo VI: defensor da vida nascente

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

11 de Dezembro de 2018

Paulo VI: defensor da vida nascente

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/10/2018 14:59 - Atualizado em 11/10/2018 15:04
Por: Vatican News

Paulo VI: defensor da vida nascente 0

Neste domingo, 14 de outubro, Paulo VI, o ‘grande Papa’ e ‘incansável apóstolo’ que governou a Igreja ‘que ele tanto amou’ de junho de 1963 até a sua morte, será canonizado pelo Papa Francisco, no Vaticano.

Por ocasião de sua beatificação, no dia 19 de outubro de 2014, o Papa Francisco disse na homilia que “enquanto se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, ele soube reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor”.
 
Sinal do seu sacerdócio

Paulo VI – Giovanni Battista Montini –, que faleceu há 40 anos, no dia 6 de agosto de 1978, tinha uma humanidade tão grande quanto sua inteligência.

Os paramentos que usava não tinham muita importância, a não ser a estola, sinal do seu sacerdócio, que usava sempre, mostrando-a aos grandes e pequenos do mundo.

“Mesmo nas viagens ou quando recebia chefes de Estado queria se apresentar antes de tudo como sacerdote”, contou o seu postulador, padre Antônio Marrazzo, um missionário redentorista.

O postulador descreve Paulo VI de modo muito diferente dos estereótipos, formados por dualismos que se cristalizaram no tempo como um Papa solene e frio, culto e distante. A estola é um exemplo disso. “Para ele não era importante a imagem”, afirmou, porque em toda sua vida “sempre olhou e viu o ser humano, assim como Deus vê: precário, indigente, limitado”. Reconhecendo em si mesmo a mesma fragilidade, assim como “seus escritos” testemunham.

Defensor da vida nascente

Paulo VI era um homem sóbrio, mas sobretudo rico de calor humano, efeito da “confiança no homem” que o animava profundamente. Um homem aberto sem reservas à Humanidade, que estava rapidamente se modificando, e que para acompanhar levou a Igreja por meio do Concílio Vaticano II.

"Paulo VI sempre disse que queria uma encíclica sobre o amor conjugal e sobre a continuidade criativa de Deus dada ao homem: dar vida, colaborar no dar vida”, recordou o postulador.

Ele era uma pessoa cheia de amor para com a vida, nascida ou não, como demonstram os dois milagres reconhecidos pela sua intercessão para a sua beatificação e canonização. “Paulo VI deveria ser proposto como defensor da vida nascente”,  acrescentou o postulador.

Ambas as mães e famílias invocaram Paulo VI em uma situação desesperada para o feto. Sobretudo no último caso, uma menina italiana, de Verona, que cresceu da 13ª para a 24ª semana sem esperança, porque não havia o líquido amniótico e havia o perigo de ela nascer morta ou fortemente deformada e com poucas horas de vida.

Na realidade, a criança hoje é saudável. Quem propôs à família pedir a intercessão de Paulo VI foi um ginecologista, justamente durante o período de beatificação, em outubro de 2014. A criança nasceu no dia de Natal. “Esses dois milagres nos fazem entender que da raiz, da vida nascente, há todo o discurso que virá depois: já são pessoas que por Deus são considerados filhas", concluiu o postulador.
 
Papa que transmitia seus sentimentos

No dia 14 de outubro, Paulo VI será declarado santo. Mas não estará sozinho, pois serão também canonizados Dom Oscar Romero e algumas santas e santos fundadores.

“A escolha do Papa Francisco não foi casual, mas podemos nos perguntar: até que ponto a santidade é ligada ao papel que uma pessoa exerceu na sua vida?”, explicou padre Antônio Marrazzo.

No caso de Paulo VI, concluiu, a santidade foi vivida com uma vida rica da humanidade de um homem que “transmitia a todos o que vivia dentro de si mesmo”.
 
Civilização do amor

Depois de sua morte, há 40 anos - acrescentou padre Antônio Marazzo - a Igreja continua um caminho diferente, que começou com o Concílio Vaticano II, justamente levando em consideração o seu magistério. “Colocar o homem no centro torna-se o foco, mas também a atenção dirigida ao homem não tanto e somente como um aspecto antropológico em si mesmo, mas como imagem de Deus, o homem desejado por Deus à sua semelhança, um homem que é valor, que tem uma dignidade".

 
Cristo, homem universal

O pontificado de Paulo VI, que durou 15 anos, começou imediatamente após o Conclave em junho de 1963, quando o Cardeal Montini, sacerdote e bispo de origem lombarda, nascido em Concesio em 1897, foi escolhido para levar a seu termo o Concílio Vaticano II e guiá-lo com mão segura para uma Igreja ‘samaritana’, ‘serva da humanidade’, mais inclinada a ‘mensagens de confiança’ do que a ‘presságios fatais’.

Dos precedentes anos na diplomacia, permanece a arte da escuta e da construção da paz. Do trabalho com os jovens, desponta a transmissão de uma fé inteligente e livre, de uma cultura sedenta de verdade e aberta ao diálogo. No período como arcebispo de Milão, transmite uma forte experiência de uma Igreja do povo, próxima às pessoas, e junto com a modernidade.
 
Quem foi

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado aos 22 anos.
Doutor em filosofia, Direito Civil e Direito Canônico, serviu a diplomacia da Santa Sé e à pastoral universitária italiana. A partir de 1937, foi colaborador direto do Papa Pio XII. Durante II Guerra Mundial, no Vaticano, se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.
 
Após o conflito, colaborou na fundação da Associação Católica de Trabalhadores Italianos (ACLI), e em 1954, foi nomeado arcebispo de Milão.
Criado cardeal pelo Papa João XXIII em 1958, participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II.

Em 21 de junho de 1963 foi eleito Papa. Paulo VI escreveu sete encíclicas, entre as quais a “Humanae vitae” (1968) sobre o controle da natalidade, e a “Populorum progressio” (1967), que abrange o desenvolvimento dos povos.

Foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, tendo visitado Terra Santa, EUA, Índia, Portugal, Turquia, Filipinas e Austrália, dentre outros lugares.
 
Vatican News
 
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.