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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 15/09/2019

15 de Setembro de 2019

Romaria em Aparecida: ‘Eis-me aqui, Senhor!’

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15 de Setembro de 2019

Romaria em Aparecida: ‘Eis-me aqui, Senhor!’

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06/09/2019 12:09
Por: Carlos Moioli

Romaria em Aparecida: ‘Eis-me aqui, Senhor!’ 0

Mais de 60 mil fiéis participaram da romaria anual da Arquidiocese do Rio de Janeiro ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), no dia 31 de agosto, organizada pela coordenação de pastoral, sob os cuidados do cônego Cláudio dos Santos.

Missa nas vésperas
Aproveitando a presença dos bispos auxiliares e sacerdotes que estavam em Aparecida no dia anterior, 30 de agosto, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu missa, às 18h, na Capela dos Doze Apóstolos, situada atrás do nicho da imagem histórica de Nossa Senhora Aparecida.

Feliz pela presença e unidade do clero na Casa da Mãe Aparecida, o arcebispo considerou que a romaria era um “momento de fortalecimento na fé e também de descanso no Senhor”, já que os sacerdotes se desgastam, diariamente, no exercício do ministério.

Refletindo sobre a “Parábola das dez virgens”, ele destacou que a Igreja está sendo atacada por todos os lados e, por isso, “a necessidade de rezar pelos sacerdotes para que cada um tenha o óleo suficiente para ser uma lâmpada acessa para o povo de Deus”.

Dom Orani disse ainda que tem o privilégio de ver tantas maravilhas que acontecem nas paróquias, mas que é preciso caminhar, progredir no trabalho pastoral.

“Vejo a tenacidade da Igreja presente na grande cidade do Rio, das pessoas vivendo e crescendo na fé, voltando-se para Deus. São Bernardo ensina que há necessidade de progredir na vida cristã. Parar significa regredir, porque o mundo não para. Não devemos nos contentar com o que temos, porque ainda há muito o que fazer”, afirmou Dom Orani.

Recitação do Rosário
Neste ano, tendo como tema: Ano Vocacional Sacerdotal. Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes: “Eis-me aqui, Senhor!” (Is 6,8), a programação começou às 7h com a recitação do Rosário, na Tribuna Papa Bento XVI, animada pela comunidade do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, que tem como reitor o padre Adriano de Abreu Figueira.

“Agradecidos pelo Ano Vocacional Sacerdotal, colocamos o nosso coração e anseios no colo da Mãe, a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes, para que nos ajude a responder com alegria ao Senhor: “Eis-me aqui!”(Is 6,8). Peçamos a Nossa Senhora Aparecida a santificação dos padres, perseverança dos seminaristas e novas santas e numerosas vocações sacerdotais: de cada comunidade uma nova vocação!”, convidou o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta.
O início de cada mistério do Terço Mariano foi conduzido pelos bispos auxiliares Dom Antonio Augusto Dias Duarte, Dom Assis Lopes, Dom Paulo Alves Romão, Dom Paulo Celso Dias do Nascimento e Dom Roque Costa Souza.

Missa em ação de graças
Às 9h, no interior da Basílica, Dom Orani presidiu celebração eucarística, com a presença do clero, dos diáconos, consagrados e do povo de Deus. A missa foi animada pela Schola Cantorum, integrada por seminaristas do Seminário Arquidiocesano de São José, que neste ano celebra 280 anos de fundação. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi conduzida até ao altar pelo reitor do seminário, cônego Leandro de Souza Câmara.

Igreja servidora
Na homilia, Dom Orani lembrou que a Arquidiocese do Rio se desloca em romaria até Aparecida, anualmente há 87 anos, no último sábado de agosto, para agradecer, pedir e louvar. Recordando o Ano Vocacional Sacerdotal, agradeceu o ministério dos sacerdotes que no dia a dia da missão evangeliza a grande cidade.
 
“Pedimos pela santificação dos sacerdotes, a maioria aqui presente, para que descansem no Senhor, tenham um coração cada vez mais voltado para Deus e que, em meio às dificuldades, possam exercer a bela e importante missão de cuidar do povo de Deus”, disse.

Destacou a missão dos diáconos que servem à arquidiocese, convidando a todos para que, unidos aos párocos e as paróquias, “sejam um sinal de uma Igreja servidora, presente nas várias situações humanas da cidade”. Também pediu pelos seminaristas, para que, com o apoio de seus formadores, “possam perseverar na vocação a que foram chamados e sejam cada vez mais abertos a graça de Deus a caminho do sacerdócio”.
Ainda, agradeceu a Deus por todos os fiéis das mais de 270 paróquias da arquidiocese “que todos os anos se preocupam em participar da romaria, sinal de uma Igreja em saída, peregrina”.

Pedido de intercessão
Refletindo a liturgia do dia sobre a rainha Ester que intercedeu pelo seu povo, assim como fez Maria nas Bodas de Caná ao pedir a Jesus quando não havia mais vinho. O arcebispo disse:
“Ao vir à Casa da Mãe, também apresentamos as agruras que famílias vivem em nossa grande cidade. Apesar de tantas belezas naturais e de um povo corajoso que vive a fé e confia em Deus, há muitas situações de dor por parte das famílias que sofrem por causa das divisões, intolerâncias, violência e desemprego. Também pedimos a intercessão de Maria para que ela apresente a Jesus as ‘águas’ de nossas necessidades para que possam ser transformadas em ‘vinho’ de esperança por dias melhores e de confiança em Deus”, disse.

Discípulos missionários
Recordando o Mês Extraordinário Missionário, convocado pelo Papa Francisco para outubro, Dom Orani convidou a todos, a exemplo de Maria, para fazer a vontade de Deus e, assim, transformar as realidades da grande cidade.

“Sabemos que a solução para a diversidade de situações de nossa grande cidade é muito simples. Somos chamados a abrir o nosso coração à graça de Deus. Maria, que soube ser obediente e fazer a vontade de Deus, nos indica o caminho: ‘fazei tudo que Ele vos disser'. Cada um, quando voltar da romaria, participe com intensidade da vida em comunidade, nas suas paróquias, sendo um evangelizador, um missionário. Há muitas pessoas que necessitam de nosso anúncio, de conhecer e encontrarem-se com Jesus Cristo”, disse o arcebispo.

Via-Sacra
Após a celebração eucarística, houve a Via-Sacra da Basílica de Aparecida até o Morro do Cruzeiro. Em cada estação houve uma parada para orações e uma meditação feita pelos bispos auxiliares. Na última estação, no alto do morro, Dom Orani lembrou que o sofrimento de Jesus, contemplado na Via-Sacra, está ligado ao sofrimento das pessoas, da Humanidade, mas que não há motivos para o desânimo, o desespero, porque Cristo venceu a morte, ressuscitou.

“A vida, a ressurreição é a ultima palavra. Não há motivos para desespero. Jesus ressuscitou, e estará sempre em nosso meio. Ele é o que dá sentido a nossa vida. Por Ele caminhamos, vivemos, somos, e é Ele a que devemos anunciar para as pessoas. Maria, Sua Mãe e nossa Mãe, está e sempre estará ao nosso lado”, disse.

Por fim, Dom Orani agradeceu o empenho dos sacerdotes e das pessoas que organizaram a romaria nas paróquias, e também a presença de todos, de forma especial, por toda a comunidade formadora dos seminários e seus seminaristas.

Carlos Moioli
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