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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 09/12/2019

09 de Dezembro de 2019

Igreja no Rio abre comemorações do centenário de Dom Eugenio

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Igreja no Rio abre comemorações do centenário de Dom Eugenio

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18/11/2019 11:55
Por: Carlos Moioli

Igreja no Rio abre comemorações do centenário de Dom Eugenio 0

Com a intenção de ser padre do interior, o Cardeal Eugenio de Araujo Sales respondeu ao chamado de Deus e tornou-se um dos principais expoentes da Igreja no Brasil. Natural de Acari, na região do Seridó nordestino, foi arcebispo de Natal, no Rio Grande do Norte, de Salvador, na Bahia, e o quinto arcebispo do Rio de Janeiro. Morreu no dia 9 de julho de 2012, aos 91 anos, depois de governar a Arquidiocese do Rio por 30 anos.
 
Para comemorar o centenário do nascimento de seu predecessor, que acontecerá no dia 8 de novembro de 2020, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, idealizou programação especial, durante todo o ano.

Com a presença de bispos, sacerdotes, consagrados e do povo de Deus, Dom Orani abriu as comemorações do centenário de Dom Eugenio com missa na cripta da Catedral de São Sebastião, seguida do lançamento de uma exposição fotográfica.

“Dom Eugenio foi um pessoa emblemática para a Igreja, o Brasil e o Rio de Janeiro. Foi quem trouxe novidades para o trabalho social da Igreja, como a Campanha da Fraternidade, as escolas radiofônicas e a Pastoral do Menor. Empreendedor, trabalhou com pessoas de influência para pensar um Brasil melhor. Ele mesmo fez sua parte, quando acolheu e protegeu os refugiados e perseguidos políticos. Por onde passou deixou marcas, por ser um pastor muito próximo. Por toda a sua vida, e até o fim de seus dias, usou os meios de comunicação para falar com as pessoas e anunciar a Boa Nova. Ele é uma pessoa cuja vida e ministério merecem ser estudados. Que ele seja nossa inspiração para encontrar, no meio das crises de hoje, caminhos da sabedoria, como ele encontrou no seu tempo”, disse Dom Orani.

Ano especial
Segundo o coordenador arquidiocesano de pastoral, cônego Cláudio dos Santos, está sendo elaborada programação até novembro de 2020, como uma roda de conversa com pessoas que conviveram e trabalharam com Dom Eugenio, e uma exposição de seus objetos pessoais no Museu Arquidiocesano.

“O pastoreio de Dom Eugenio foi muito significativo para a Igreja no Rio e para todo o Brasil. Conforme seu lema episcopal, ele consumiu sua vida e deixou-se consumir no anúncio do Evangelho”, disse cônego Cláudio.

Convivência
Na opinião de Maria Cristina Sá, que começou a trabalhar com Dom Eugenio ainda em Salvador, ele foi uma pessoa especial na sua vida, e o admirava por valorizar o trabalho da mulher na Igreja.

“Ele foi uma pessoa de muita personalidade e caráter, e foi importante não só pelo que era, mas no que pôde realizar. Ele valorizava muito o laicato e, de forma especial, o papel da mulher na Igreja. No Rio, ele tinha uma mulher à frente das religiosas em âmbito arquidiocesano, e me fez coordenar as duas visitas do Papa São João Paulo II na cidade. Fizemos uma experiência de Igreja muito amorosa, e me deixou um amor profundo à Igreja”, disse Maria Cristina.

O diretor executivo da Cáritas Arquidiocesana, Cândido Feliciano da Ponte Neto, disse que começou a trabalhar com Dom Eugenio ainda muito jovem.
“Dom Eugenio tinha a marca da fidelidade à Igreja, um sinal permanente em tudo o que fazia. Sua maneira de ser me contagiou e me fez crescer. Comecei a trabalhar com ele muito jovem e o acompanhei até o fim de sua vida. Ele foi uma referência para mim na maneira de viver a vida e viver o Evangelho”, disse Cândido Feliciano.

Exposição fotográfica
Após a missa de abertura, foi aberta a exposição fotográfica do centenário. São 53 fotos do fotógrafo Gustavo de Oliveira que retratam alguns momentos da vida e ministério de Dom Eugenio.

“Trabalhei com Dom Eugenio, durante oito anos, ainda como arcebispo do Rio. Acompanhava ele nas principais celebrações e compromissos pastorais pela cidade. Era uma pessoa carinhosa, e foi muito bom trabalhar com ele. Quando passava por mim, dizia: ‘Gustavo, sempre a postos’. Sempre procurei registrar com a minha lente o seu lado humano, com um olhar muito pessoal, sem a preocupação do habitual. O empenho era deixar para a História o significado daquele momento que ele estava vivendo”, disse Gustavo, que continuou a trabalhar com Dom Eusébio, e agora, com Dom Orani.

Gustavo acrescentou que das muitas fotos que registrou, duas são muito significativas. Uma foi tirada num dia de chuva no Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, quando ele parou e ficou olhando para o horizonte. A outra foi o beijo que a doutora Zilda Arns deu na sua cabeça, quando ela esteve aqui no Rio, em maio de 2007.

Carlos Moioli


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