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09 de Dezembro de 2019

Papa Francisco na Tailândia e no Japão

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Papa Francisco na Tailândia e no Japão

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29/11/2019 13:11
Por: Radio Vaticano

Papa Francisco na Tailândia e no Japão 0

O Papa Francisco dedicou sua catequese aos principais momentos vividos na Tailândia e no Japão, durante a audiência geral do dia 27 de novembro, realizada na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Ao agradecer às autoridades governamentais e eclesiásticas dos dois países, na sua 32ª viagem apostólica, realizada de 19 a 26 de novembro, o Pontífice afirmou que a visita aumentou a sua proximidade e o seu afeto por aqueles povos: “Deus os abençoe com abundância de prosperidade e de paz”.

Povo ‘thai’: povo do belo sorriso
Começando pela primeira etapa, Francisco recordou que a Tailândia é um antigo Reino que se modernizou fortemente. O povo ‘thai’ é o “povo do belo sorriso. As pessoas ali sorriem. Encorajei o empenho pela harmonia entre os diversos membros da nação e para que o desenvolvimento econômico possa ir em benefício de todos, e sejam sanadas as chagas da exploração, especialmente das mulheres e dos menores.”
Sobre a religião budista, parte integrante da história e da vida do povo tailandês, o Papa citou o encontro com o Patriarca Supremo e com os líderes ecumênicos e inter-religiosos.

Com a comunidade católica local, o Pontífice viveu momentos de convívio com os sacerdotes, os consagrados, os bispos e os jesuítas. Celebrou duas missas e conheceu de perto o trabalho do Hospital São Luís, em prol dos pobres. “Ali, experimentamos que na nova família formada por Jesus Cristo existem também os rostos e as vozes do povo ‘thai’.”

Japão: capacidade extraordinária de lutar pela vida
Depois, foi a vez do Japão, cujo lema: “Proteger cada vida” acompanhou a sua visita. O país, afirmou, “carrega impressas as chagas do bombardeio atômico e é em todo o mundo porta-voz dos direitos fundamentais à vida e à paz”.

Em Nagasaki e Hiroshima, o Papa rezou, encontrou sobreviventes e familiares das vítimas. “Reiterei a firme condenação das armas nucleares e da hipocrisia de falar de paz construindo e vendendo artilharia bélica.”

Depois daquela tragédia, prosseguiu, o Japão demonstrou uma extraordinária capacidade de lutar pela vida e o fez inclusive recentemente depois do tríplice desastre de 2011: terremoto, tsunami e acidente na central nuclear.

“Para proteger a vida, é preciso amá-la, e hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvidos é a perda do sentido de viver”, disse.
As primeiras vítimas do vazio de sentido, apontou Francisco, são os jovens. Por isso, dedicou um encontro a eles em Tóquio, aos quais encorajou a se opor a toda forma de bullying, e a vencer o medo e o fechamento abrindo-se ao amor de Deus.

“Auspiciei uma cultura de encontro e diálogo, caracterizada pela sabedoria e amplidão de horizonte. Permanecendo fiel aos seus valores religiosos e morais, e aberto à mensagem evangélica, o Japão poderá ser um país condutor por um mundo mais justo e pacífico e pela harmonia entre homem e meio ambiente.”

Queridos irmãos e irmãs, finalizou o Papa, “confiemos à bondade e à providência de Deus os povos da Tailândia e do Japão”.

Rádio Vaticano


 
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