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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 02/04/2020

02 de Abril de 2020

Aos pés do Cristo Redentor, Cardeal Tempesta reza por países afetados pelo coronavírus

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02 de Abril de 2020

Aos pés do Cristo Redentor, Cardeal Tempesta reza por países afetados pelo coronavírus

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21/03/2020 00:00 - Atualizado em 25/03/2020 14:50
Por: Carlos Moioli

Aos pés do Cristo Redentor, Cardeal Tempesta reza por países afetados pelo coronavírus 0

“Aos pés do monumento do Cristo Redentor suplicamos, junto com São Sebastião, padroeiro da nossa cidade, que ele reze conosco para que o Senhor da Vida possa deter a proliferação do coronavírus pelo mundo e nos ajude a sonhar com um amanhã melhor”, disse o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, no dia 18 de março, durante uma noite de oração e intercessão realizada no alto do Morro do Corcovado, por todas as pessoas e países que sofrem com a pandemia do Covid-19.

“O momento atual é de preocupação e de desânimo, mas queremos fazer a nossa parte com a responsabilidade de cidadãos, pedindo por todas as pessoas que passam por este momento difícil de sofrimento, que passam em quarentena e que perderam entes queridos. A todos os que estão chorando sintam em suas vidas a consolação que vem do amor de Deus, e tenham esperança no amanhã”, acrescentou.

“O Redentor acolhe as nações de todos os continentes, acolhe a todos. Ele que está presente e próximo na vida de cada um de nós, que passa pela dor, o sofrimento e até o pânico”, disse o arcebispo, durante o primeiro momento de oração, iniciado às 20h, quando o corpo do monumento recebeu uma projeção especial (mapping) com as bandeiras de 150 países, os que mais estão sofrendo com a pandemia.

Dom Orani destacou que o monumento do Cristo Redentor, que é um santuário arquidiocesano, foi escolhido para realizar a noite de oração e intercessão porque ele não só identifica o Rio de Janeiro, mas todo o Brasil, e à semelhança do Redentor, sempre está de braços abertos, acolhendo a todos. O ato foi realizado sem público, apenas com a presença da imprensa, chamada para “transmitir ao mundo palavras de solidariedade, confiança e esperança”, salientou o arcebispo.

“As bandeiras dos países projetadas no corpo do monumento servem de lição para nós. Num mundo globalizado de hoje, mas dividido e cheio de ódios e rancores, nos falam, embora pertençamos a etnias, tradições, religiões e histórias diferentes, que somos irmãos, ocupamos a mesma Casa Comum e necessitamos viver em fraternidade. Nós dependemos uns dos outros, somos interdependentes e, mais que isso, precisamos ajudar uns aos outros”, disse.

Ao convidar os fiéis que estavam acompanhando pelos meios de comunicação a pedir a intercessão de São Sebastião, o arcebispo disse que a atual geração, pelo menos no Rio de Janeiro, está passando por uma situação diferente. Mas, recordou que há 102 anos, os fiéis da região de Vargem Grande, na zona oeste da cidade, invocaram a intercessão de São Sebastião para livrar o povo da gripe espanhola, e ao serem atendidos, eles construíram uma capela dedicada ao santo mártir, hoje Paróquia São Sebastião.

Na companhia do reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar Raposo, e do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira, o arcebispo convidou a todos para a Oração do Pai Nosso, recordando que Jesus ensinou a chamar a Deus de Pai. Em seguida, Dom Orani deu a bênção com o Santíssimo Sacramento, pedindo pelas necessidades do mundo inteiro.
“Neste momento difícil de dores, sofrimentos e de tribulação, pedimos a Deus pela intercessão de São Sebastião, que guarde e proteja cada pessoa de todo o orbe terrestre.

Que cada coração tenha confiança e esperança no amanhã para que possamos vencer a proliferação do coronavírus e, assim, viver a fraternidade e a paz que tanto almejamos”, desejou Dom Orani, que, às 23h, presidiu missa também no Santuário Cristo Redentor, com transmissão pela TV Gazeta, WebTV Redentor e Rádio Catedral.
 
Rezemos juntos
No final, o reitor, padre Omar Raposo, recordou que, por ocasião da inauguração do monumento do Cristo Redentor, no dia 12 de outubro de 1931, o então arcebispo da época, Cardeal Sebastião Leme, disse do alto do Corcovado: “Cristo vence, Cristo reina e Cristo impera”, afirmando que o “Cristo Redentor, o Senhor, livrará o Brasil de todos os seus males”.

Em oração, padre Omar entregou a Deus todas as iniciativas para o fim da proliferação do coronavírus, em especial, os esforços da sociedade civil, dos governos, as operações logísticas, o empenho máximo da ciência e as tecnologias que estão sendo desenvolvidas e testadas pela saúde. “Rezemos juntos, como nos pediu o Papa Francisco, para que o Cristo Redentor possa expandir seu coração e nos livrar de todos os males”, disse.
 
Papa Francisco em oração
A iniciativa de Dom Orani realizada aos pés do monumento do Cristo Redentor estava em sintonia com o Papa Francisco, que está unido em oração com o mundo inteiro e lançou nas mídias sociais a hashtag #rezemosjuntos em várias línguas, mobilizando em uma corrente de intercessão por todos os que passam pela tribulação do Covid-19. As mesmas hashtags foram projetadas no monumento do Cristo Redentor.

Na tarde do dia 15 de março, o Santo Padre saiu do Vaticano e foi até a Basílica de Santa Maria Maior para rezar diante do ícone de Nossa Senhora Salus populi Romani (protetora do povo romano). Depois, percorrendo a pé um trecho da Via del Corso, no centro de Roma, foi até a Igreja de São Marcelo, onde se encontra o crucifixo milagroso que, em 1522, foi levado em procissão pelos bairros da cidade, pelo fim da "Grande Peste".
Na oração, o Papa Francisco invocou o fim da pandemia em todo o mundo, implorou a cura para os doentes, recordou as vítimas e pediu que familiares e amigos encontrem consolação e conforto. A intenção da oração do Papa também se dirigiu aos agentes de saúde, aos médicos, aos enfermeiros e a todos que continuam trabalhando para o funcionamento da sociedade.
 
Carlos Moioli
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