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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

Arquidiocese do Rio se engaja no cuidado da Casa Comum para eliminar plásticos das casas, ruas e rios

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31 de Outubro de 2020

Arquidiocese do Rio se engaja no cuidado da Casa Comum para eliminar plásticos das casas, ruas e rios

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13/10/2020 10:46
Por: Redação

Arquidiocese do Rio se engaja no cuidado da Casa Comum para eliminar plásticos das casas, ruas e rios 0

No dia 4 de outubro, data em que a Igreja celebra a memória de São Francisco de Assis, padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, foi lançada na Arquidiocese do Rio de Janeiro uma parceria com a empresa canadense Plastic Bank, com a finalidade de combater o despejo de plásticos nos oceanos.

“Neste ano em que celebramos os cinco anos da publicação da Laudato Si', a encíclica social do Papa Francisco, estamos felizes com essa parceria, em mais um gesto concreto da nossa arquidiocese, que se engaja no cuidado da Casa Comum”, disse o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, no ato oficial da parceria, durante missa realizada no Santuário de Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha.

Dom Orani informou que a coleta dos plásticos será inicialmente realizada em paróquias indicadas, em cada região da cidade, mas que os locais serão multiplicados com o tempo. Ele destacou que a paróquia que aderir a parceria será uma referência de conversão ecológica, de mudança de mentalidade, e espera bons frutos.

“É uma parceria que chegou em boa hora, e trará muitos benefícios para nós, para o planeta. Com gestos simples, vamos eliminar os plásticos de nossas casas, ruas e rios, e evitar que eles cheguem aos oceanos. Eles serão reutilizados após o processo de reindustrialização, e também haverá retorno financeiro para as obras sociais da própria paróquia. Mais que tudo isso, estaremos contribuindo para uma educação de cidadãos conscientes em relação ao meio ambiente”, disse o arcebispo.
 
Programa de fé
Segundo o coordenador do projeto “Programa de fé”, no Brasil, Cleiton Ramos, a Plastic Bank, idealizada por David Katz, é uma resposta ao apelo do Papa Francisco de que a missão da Igreja não é só lembrar o dever de cuidar da natureza, mas também e, “sobretudo, proteger o homem da destruição de si mesmo”.

“A Plastic Bank, através do “Programa de Fé”, que visa unir as comunidades de fé e todas as pessoas de boa vontade no combate ao despejo de plástico nos oceanos, já coletou mais de 14 milhões de quilos de plásticos desde a sua fundação, em 2013, e tem a ousada meta de atingir a marca de um bilhão de quilos até 2024”, disse.

Cleiton Ramos afirmou que a Arquidiocese do Rio é a primeira no Brasil a aderir a proposta da Plastic Bank, e que a parceria potencializará a propagação de uma mentalidade de comunhão, de desenvolver a solução concreta para um problema real. Também há projetos no Haiti, Filipinas e Indonésia.

“Com o engajamento dos fiéis e todas as pessoas de boa de vontade, a coleta interromperá o fluxo dos plásticos até os oceanos. Os plásticos irão receber a destinação correta, e serão reintroduzidos no mercado depois de passar por um processo de reindustrialização em indústrias parceiras”, disse o coordenador.

Durante o ato da parceria, Cleiton Ramos entregou para Dom Orani um rosário embalado em uma caixa feita de garrafa Pet e com cordas tiradas do oceano por pescadores. O mesmo tipo de rosário também foi entregue ao Papa Francisco pelo fundador da Plastic Bank. Segundo o coordenador, em abril de 2021, a empresa irá realizar uma ação na Praça de São Pedro, no Vaticano, quando serão entregues 40 mil rosários ecológicos. 

A empresa Plastic Bank (https://plasticbank.com/) é uma parceira do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano (www.humandevelopment.va), que tem como prefeito o Cardeal Peter Turkson, e no setor de “Ecologia e Criação” é coordenado pelo padre Joshtrom Isaac Kureethadam.
 
Locais de coleta
A coleta de plásticos na Arquidiocese do Rio teve início na Associação São Martinho, na Lapa, já que a instituição é comprometida com a iniciativa da Plastic Bank pelo desenvolvimento sustentável.

“Além de apostar na iniciativa e se envolver com a causa, a parceria nos permite ampliar nossa matriz de fontes de recursos, uma vez que a São Martinho vive exclusivamente de doações e atende todos os anos 2 mil crianças em situação de vulnerabilidade no Rio”, disse o coordenador do setor desenvolvimento institucional da São Martinho, Rodrigo Rocha.

Feliz em participar, o pároco da Catedral de São Sebastião, no Centro, cônego Cláudio dos Santos, disse que a iniciativa do projeto faz parte do coração pastoral de Dom Orani.

“A recepção dos plásticos na Igreja Mãe, trazidos pela população carioca, irá colaborar para a transformação das consciências, pois, como disse o Papa Francisco, temos que cuidar da nossa Casa Comum, afinal de contas, somos todos irmãos!”, disse cônego Cláudio.

Para o cônego Leandro Câmara, reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido, o tema da “criação” faz parte do “processo formativo dos futuros presbíteros, integral em sua natureza e finalidade”, pois deve “contemplar todos os espaços e objetos em relação ao seminarista”.

O reitor acrescentou que na Encíclica Laudato Si' o Papa Francisco abordou sobre a importância da “relação dos ministros da Igreja com a ‘Nossa Casa Comum’ e do quanto este deva ser um compromisso no exercício de um bom pastoreio”.

“O nosso seminário espera estar contribuindo com todas as iniciativas de promoção e manutenção da criação, seja na conservação da fauna e flora presente em seu espaço físico, seja nos programas de coleta promovidos para preservação do meio ambiente”, disse cônego Leandro Câmara.

Inicialmente, os demais locais de coleta de plásticos serão: Paróquia Santo André, no Caju, Santuário Nossa Senhora da Penha, na Penha, Paróquia Bom Pastor, na Tijuca, Paróquia Imaculada Conceição, no Recreio, Paróquia São Pedro do Mar, no Recreio, Paróquia São José Operário, na Maré, e Paróquia São Judas Tadeu, em Bangu.
 
Carlos Moioli



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